Archive for the ‘Ads of the world’ Category

Rugas de alegria

segunda-feira, agosto 24th, 2009

Mais uma no Ads of the World, para cosmético milagroso.

Uma interessante e genial analogia entre aspas e rugas. Com aspas, uma palavra ganha outro sentido, muitas vezes ironicamente oposto ao seu sentido original. E com rugas, algo que era bonito fica feio.

Merece até a ficha técnica:

Advertising Agency: Voskhod, Yekaterinburg, Russia
Creative Director: Andrey Gubaydullin
Art Director: Vladislav Derevynnykh
Copywriter: Evgeny Primachenko
Illustrator and Designer: Dmitry Maslakov
Published: August 2009

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Utah

sexta-feira, abril 3rd, 2009

O que fazer em uma ensolarada manhã de quinta-feira, sem trabalhos aparentes, enquanto aguardo as doze badaladas da hora do almoço?

Nada melhor que ver campanhas publicitárias no ADS OF THE WORLD, mesmo que muitas sejam plágio, fantasmas ou bizarrices indianas e brasileiras.

Em meio a tantos thumbs sem graça, se destacou uma bela paisagem, com uma mulher levando uma tralha enorme nos ombros.

Uma idéia simples, belas imagens e um texto enxuto. Foi tudo o que a agência Struck precisou para criar uma bela campanha promovendo o turismo no estado de Utah, dizendo para as pessoas deixarem o stress de lado e levarem outra coisa nos ombros.

É a prova de quem é possível utilizar uma grande idéia e mostrar o produto em página inteira.

Achei a peça acima é a melhor das quatro disponíveis no site. Esta é a segunda melhor:

Essa merece a ficha técnica, mesmo que sejam todos americanos:

Advertising Agency: Struck
Executive Creative Director: Steve Driggs
Art Directors: Mark Rawlins, Brandon Knowlden
Copywriters: Ryan Martindale, Nick Driggs
Photographer: Ed McCulloch
Retoucher: Erik Pawassar

Se quiser ver tudo, é só ir lá no Ads of the World.

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E nem tudo termina em crítica

quarta-feira, janeiro 28th, 2009

Resolvi dar uma segunda chance e entrei hoje no CCSP.

Ao contrário do Ads Of the World, aqui no site dos criativos nacionais é até possível encontrar trabalho de qualidade, mesmo que vindos do exterior.

Estes são da Fischer América, ou melhor, Fischer Portugal, ora pois, para o Diário Económico.

 

Viram? Propaganda boa não precisa de explicação, e sendo politicamente incorreta, é melhor ainda.

Pisaram nos comunistas e na mediocridade.

Karl Marx, Mao Tsé Tung, Che Guevara e Lênin devem ter se revirado em suas covas.

 

Adam Smith, se acabando de tanto rir.

Adam Smith, se acabando de tanto rir.

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Fantasmas of the world

quarta-feira, janeiro 21st, 2009

Nos primórdios do Vamos Falar Mal, ainda sob as asas do Wordpress, a maioria do posts criticava anúncios publicados no ads of the world. Nunca fiz muita questão de verificar qual era a do site, mas me esforçava para acreditar que eram anúncios e comerciais reais, que talvez até passassem por algum tipo de seleção.

Mas agora chegou a vez do próprio Ads of the World arder no mármore universal do VFM. Aquela droga de site publica qualquer coisa, não tem o menor critério, permite que qualquer padaria do Cazaquistão coloque suas “coisas” lá. E o pior: uma propaganda pode até ser ruim, talvez uns gostem, outros não, mas para ser propaganda, para uma imagem tratada no photoshop e com um texto em cima ser considerada um anúncio, precisa, acima de tudo, ser veiculada, nem que seja em um folder da ala psiquiátrica de um hospital público na periferia de algum país subdesenvolvido.

E pior ainda (ou não), é que pensam que qualquer porcaria diferente é criativa.

A chance de eu estar falando merda é inversamente proporcional* à possibilidade desses anúncios serem realmente publicados graças ao poder de persuasão do atendimento e ao desapego de algum empresário viciado ou apaixonado pela profissional citada.

Esses anúncios, hora chupadas, hora idiotices, mas sempre desnecessários, estão se proliferando no Ads. Alguns exemplos, que aposto a alma do diretor de arte de que são fantasmas:

 

 

*O ditado matemático está correto no contexto?

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Cuidado com o que você come

segunda-feira, setembro 22nd, 2008

Ultimamente nos acostumamos (cof, cof!) tanto com propagandas abstratas, virais que não proliferam, sites que não conseguimos navegar e milhões de coisas estúpidas, que um anúncio simples e bom pode parece ruim em uma primeira olhada. Como este:

A assinatura está num lugar diferente do padrão, o texto é pequeno, mas nem tanto, e o rato Muffin é uma obra-prima da direção de arte. Até parece que foi mesmo prensado ali.

O título do colega redator gringo, vulgo copywriter, um tal de “Anton Jaya”, é genial. Em portugês, algo como “você come o que você toca”. Para anunciar o que penso ser um sabonete, nada acertaria mais em cheio as pessoas porcas, as pessoas “normais” e, principalmente, os fanáticos por higiene

Engraçado é que o outro anúncio da campanha ficou mal feito, e confesso não ter entendido:

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A lógica da direção de arte

segunda-feira, agosto 18th, 2008

Não vou entrar no mérito dos detalhes. Assim como 98% da população mundial, não me importo com qual tom de verde o anúncio utiliza, se fica melhor com arial black ou arial sem black.

Admiro quando uma imagem fica bonita, e concordo que um belo layout na propaganda possa atrair o consumidor. Mas defendo a lógica, o enlace de idéias. Essa moda dos anúncio abstratos, que está cada vez mais forte, está matando a propaganda. Imagens sem sentido estão por toda parte. Layouts maravilhosos, imagens lindas e fru-frus que não acrescentam nada ao texto ou ao produto estão tomando conta de revistas, sites, banheiros de boteco e de todos os lugares por onde circula a publicidade.

Existe uma poderosa mão invisível (pelo menos eu não exergo) calando e/ou fazendo prevalecer a beleza vazia sobre a idéia. A “real beleza” da publicidade deve ser a união de todos os elementos possíveis para que a imagem do cliente, essa sim, seja atraente.

Encontrei alguns exemplos não perfeitos de anúncios que mostram a diferença entre a arte dadaísta dessa estúpida moda e a verdadeira direção de arte. Acho que não preciso dizer qual das campanhas foi feita por profissionais competentes:

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Agradecimento e inspiração.

segunda-feira, agosto 4th, 2008

Antes de mais nada, quero agradecer uma (isso mesmo, “uma”, no singular) pessoa especial: o atualizado, engajado e fiel ser que marca presença por aqui todo domingo.

Muito obrigado, querido leitor dominical. É uma grande honra poder contar com você todo domingo neste singelo blog.

Agora, voltando ao tema do blog, estive na afamada cidade de Goiânia este final de semana, comentada até pela imprensa internacional.

Por lá vi que cometem atrocidades também na propaganda. É tanta coisa ruim que é impossível escolher algo específico para colocar aqui. Então que tal umas propagandas ruins do querido lugar de quase sempre, para começarmos a segunda-feira inspirados?

Duas muito ruins e uma estranhamente engraçadinha:

Ficha técnica: quem se importa?

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O péssimo negócio da China

quarta-feira, julho 23rd, 2008

Eles estão na moda.

Há tempos tudo é produzido pelos chineses, atuais anfitriões das Olimpíadas e futuros donos do mundo.

Eu não ligo se eles peidam alto em público, se arrotam uns na cara dos outros ou se sacaneiam o Tibet. Não reclamo quando ganho um lindo presente de uma marca holandesa, comprado no Canadá e me deparo com a etiqueta “made in china”.

O que me tira do sério é que eles produzem propagandas ruins com a mesma velocidade em que nadam dopados ou fazem DVD’s pirata.

Estava eu velejando pelo adsoftheworld quando fui atingido  seguidamente por vendavais asiáticos.

Primeiro, dois anúncios simplesmete ruins. Vou colocar as miniaturas aqui, mas adianto que não compensa clicar:

Mas essas não são as piores. Aliás, elas nem são tão ruins assim, e se brincar, ganhariam muitos prêmios aqui no Brasil. No Centro-Oeste nem se fala, seriam anúncios venerados e copiados por centenas de gerações criativas.

O triste mesmo é ver que por lá chegou a moda do desfocar-desalinhar-tremer anúncios. No Brasil essa artimanha criativa é velha, embora sempre tenha alguém capaz de recriar. Desfocam fotos para vender de lentes de contato a carros da ford. E não são pérolas que vão somente pro desencannes. Tem gente capaz de veicular essas atrocidades e colocá-las no portfólio, imaginando, talvez, serem originais.

Em propaganda nem sempre dá pra saber se algo é inédito, mas desfocar para falar de foco ou miopia é mais manjado que rima do Zezé di Camargo. E os publicitários chineses, que provavelmente não tiveram o prazer de ouvir nossa música sertaneja que me desculpem pelo trocadilho intratextual, mas perderam o foco:

Só pra constar, não tenho problemas pessoais com os chineses, apesar da coincidência de ser o segundo post seguido denegrindo a publicidade do país. Aqui é lugar de propaganda ruim, e não de xenofobia.

Para provar que não é nada pessoal, uma imagem que retrata que a natação brasileira é mais bombada que a chinesa:

Forte abraço a todos os chineses!

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Fedidos x Asquerosos

terça-feira, julho 22nd, 2008

Se estes anúncios foram realmente veiculados (ainda não descobri se fake também entra no Ads of the World), o CONAR (Conselho Opressivo Negligente Autoritário Repressor) francês, caso seja como o brasileiro, deve ter tirado de circulação imediatamente.

Eu entendo que é chato entrar em um blog em busca de críticas e só encontrar elogios, mas os caras da TBWA\Paris fizeram uma série perfeita de anúncios para a Anistia Internacional. Qualquer crítica minha seria falsa, cínica, imprecisa, caluniosa e deselegante. Mas nos próximos dias vou me empenhar em encontrar trabalhos ruins desses mesmos malditos publicitários franceses, e colocá-los no chiqueiro que merecem. Mas por enquanto, com estes trabalhos, só elogios:

Direitos humanos e nacionalismos à parte… Qual a semelhança entre um chinês, um tibetano e um coreano?

Resposta: São todos japoneses.

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