Archive for the ‘Falta de idéias’ Category

Brahma - da África, para a Africa

terça-feira, junho 30th, 2009

Fechando a série de anúncios em homenagem à Seleção Brasileira, campeã da Copa das Confederações na África do Sul, um anúncio da Brahma, criado pela Africa, com o mote “brahmeiro”:

Só eu que achei o anúncio feio, sem graça e óbvio? Tá, com a foto dos jogadores não tinha como ficar bonito, mas pelo menos engraçado e divertido poderia ter ficado, afinal o cliente é uma marca de cerveja, não um banco.

E alguém pode me explicar por que um anúncio formado por foto simples + arte padrão + texto óbvio precisa de 5 diretores de criação????

Isso sem falar nos dois planejamentos, nos três mídias e nos dois produtores.

Continuando a série de textos sem graça, se depender da Africa, o Brasil nunca vai pra África.

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Movidos a dinheiro

sábado, fevereiro 28th, 2009

O CCSP divulgou campanha da Neogama/BBH para o GP Latino-Americano do Jockeys Club. Dentre as peças da campanhas estão anúncios, cartazes, totens, painéis e e-mail marketing, chamando para o evento, no Jockey Club de São Paulo.

Mas o que o Vamos Falar Mal tem a ver com isso? Afinal, a campanha já foi feita e aprovada e o CCSP já está fazendo a divulgação dele no nosso minúsculo meio publicitário, não é mesmo!?

Acontece que a idéia da campanha é muito estranha, para não dizer grotesca.

Não sei exatamente qual o público alvo da empreitada, logo da campanha, mas mesmo que sejam apenas velhos sorvinas, viciados em apostas, anões capitalistas e a alta sociedade falida ou emergente, não justifica a idéia cruel adotada pelos publicitários. Nem mesmo o prêmio, que promete ser milionário, pode salvar os responsáveis pela bobagem.

O jóquei é retratado como um boneco imbecil, fantoche dos apostadores, plastificado, retardado e desprovido de sentimentos. O cavalo, animal que há séculos nunca se revoltou em servir aos objetivos humanos, e muitas vezes é cruelmente utlizado como trator, dessa vez não teve apenas o lobo ferido, teve a moral machucada. Como se o seu combustível fosse apenas dinheiro, e não ração, capim e bons tratos, e seu interior, apenas um motor de aço, e pulmões sofridos e um coração.

Eu preferia apenas ter dito que a direção de arte está descuidada e infantil, e que o texto e o background estão pobres, mas a idéia que o anúncio traz machuca muito mais.

Não é a idéia do blog defender nada. Direitos de humanos, animais e publicitários nunca foi o foco do Vamos Falar Mal. Longe de mim querer ser fanático por qualquer coisa, mas acho que se expressaram muito mal, ainda mais com um tema diferente assim, que permite inúmeras idéias, divertidas, ousadas ou apenas vendedoras.

Façam humor-negro, humilhem as minorias, as maiorias, sejam politicamente incorretos, critiquem religiões, políticos, personalidades, desconhecidos ou o própria mãe, mas fazer um coisa feia, sem graça, sem conteúdo e ofensiva dessas é não ter noção de nada.

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Quer copiar quanto!?

terça-feira, fevereiro 10th, 2009

O pobre do Fabiano Augusto*, que nunca teve culpa de nada (muito menos da própria voz), dessa vez é ainda mais inocente. Ele só está aqui para ilustrar. Inclusive sinto saudade dos horríveis, porém originais comerciais antigos das Casas Bahia*.

A loja, que tem a Bahia só no nome, abandonou, pelo menos temporariamete, sua comunicação vívida, amarela e vermelha, cheia de gritos, confetes e serpentinas, e partiu para pancadão a la Ricardo Eletro, com fundo preto, bigornas caindo e tudo.

Não encontrei no youtube e muito menos vou gravar e “upar” tal comercial das Casas Bahia, mas assistindo o da concorrência, logo abaixo, de tabela você assiste os dois, tamanha a “coincidência”.

Será que essas coisas caindo realmente fazem a rede vender mais? Não seria melhor pensar uma coisa nova, ao invés buscar “inspiração” no rival? Seria idéia do administrador Roberto Justus? Nunca vou entender isso de imitação, principalmente porque o original é sempre melhor. E mesmo se não for, pelo menos é original.

Quem faz mais barato eu não sei, mas quem copia está mais do que provado.

*O Fabiano atualmente protagoniza, juntamente com móveis e eletrodomésticos, a campanha das lojas Maranata, de Brasília, se não me engano.

*A rede do mascote com cara de cangaceiro de butique finalmente criou sua loja virtual. Para o e-comerce mantiveram a linha tradicional, com amarelo, azul e confetes vibrantes. Os preços altos devem ter copiado do Submarino.  Já a loja do senhor Ricardo continua com seu velho site, que vende as coisas com preços competitivos, mas com um visual mais antigo que de uma TV de tubo da Sharp (ou Philco, ou Semp Toshiba, ou Sanyo, ou Phillips, ou Gradiente, ou Sony, ou Panasonic, ou CCE e assim por diante…)

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SEMGRASSA (liberdade poética trocadilhesca)

sexta-feira, janeiro 23rd, 2009

Às vezes eu acho que o CCSP fica sem assunto.

Não vou nem culpar a agência encarregada pelo anúncio:

Afinal, quem nunca precisou fazer um anúncio em menos de 3 minutos que atire a primeira pedra.

Essa pode ser a única justificativa para a “criação” de um all type sem graça e sem conteúdo, que por ser de uma cerveja com um nome desses e para o aniversário de uma cidade como São Paulo, tinha os ingredientes perfeitos para uma bela idéia. Será que o tio Olivetto viu?

Mas como disse, isso não importa.

Como é que pode um portal quem tem no nome a palavra “criação”, publicar uma notícia para um anúncio desse nível!? Estaria o CCSP também sem conteúdo?

Sinceramente, um diretor de criação do interior de Roraima só aprovaria tal peça se o prazo estivesse estourado, e a Gazeta de Mandiocal ficaria triste por estragar suas páginas com a pérola. E duvido que o Clube de Criação de Roraima ousaria transformar uma dessas em notícia. 

Francamente…

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Fantasmas of the world

quarta-feira, janeiro 21st, 2009

Nos primórdios do Vamos Falar Mal, ainda sob as asas do Wordpress, a maioria do posts criticava anúncios publicados no ads of the world. Nunca fiz muita questão de verificar qual era a do site, mas me esforçava para acreditar que eram anúncios e comerciais reais, que talvez até passassem por algum tipo de seleção.

Mas agora chegou a vez do próprio Ads of the World arder no mármore universal do VFM. Aquela droga de site publica qualquer coisa, não tem o menor critério, permite que qualquer padaria do Cazaquistão coloque suas “coisas” lá. E o pior: uma propaganda pode até ser ruim, talvez uns gostem, outros não, mas para ser propaganda, para uma imagem tratada no photoshop e com um texto em cima ser considerada um anúncio, precisa, acima de tudo, ser veiculada, nem que seja em um folder da ala psiquiátrica de um hospital público na periferia de algum país subdesenvolvido.

E pior ainda (ou não), é que pensam que qualquer porcaria diferente é criativa.

A chance de eu estar falando merda é inversamente proporcional* à possibilidade desses anúncios serem realmente publicados graças ao poder de persuasão do atendimento e ao desapego de algum empresário viciado ou apaixonado pela profissional citada.

Esses anúncios, hora chupadas, hora idiotices, mas sempre desnecessários, estão se proliferando no Ads. Alguns exemplos, que aposto a alma do diretor de arte de que são fantasmas:

 

 

*O ditado matemático está correto no contexto?

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Repórter Celular

domingo, novembro 23rd, 2008

Lugares, pessoas, coisas e animais fotografados pelo meu celular nos últimos dois meses, com descrição mais ou menos ordenada das fotos.

Churrasqueira cinzeiro em uma festa de HalloweenPiscina com balões coloridos, nesta mesma festa. Vitrine com camiseta assassina.  Chafariz no Setor Bancário Sul. Amigo cachorro se refrescando no Parque da Cidade.  Amigo gato. Promoção maluca.  Insteto chorando a morte de amigo. Gustavo Kuerten.  Vista do Brasília Alvorada Hotel. Sinal fechado, a vida goianiense.   Cartaz ensinando bancários a lavarem as mãos. Agito no Gates. Frase de porta de banheiro em Goiânia. Zouk no Caribeño. Primavera em Brasília. Onde está o Congresso Nacional?

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Jornalistas escrever tão bem

quinta-feira, novembro 13th, 2008

De uma notícia do Estadão:

“Ao longo dos anos, Charles defendeu várias causas, algumas delas polêmicas, incluindo caça e medicina alternativa. Ele também tem falado abertamente sobre a necessidade de o governo e empresários fazer mais para combater a mudança climática.”

PS: Segundo comentário recebido, o suposto erro não é errado. Mas como gostei muito do título, vou deixar o post aqui, mesmo que o errado seja eu. Agora, certo ou não, que são feias concordâncias assim, não tenho dúvidas.

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Indignação

sexta-feira, novembro 7th, 2008

Hoje profanaram o básico da publicidade, e tentaram me convencer que estavam certos.

Após uma dicussão estúpida, fui colocado dentro de uma sala de RTV de uma agência de propaganda, por meio de um celular no viva-voz, para toda a equipe me dizer, em alto e bom som:

-Jingle é só para rádio!

Como pode uma pessoa que trabalha em uma agência de propaganda pensar um absurdo desses? Como pode uma equipe inteira ter coragem de dizer isso, ainda mais a um publicitário??????????????????

Será que eles nunca viram o comercial dos mamíferos da parmalat, ou nunca cantarolaram “me dá, me dá, me dá, me dá danoninho, danoninho dá” ou “pipoca na panela, começa a arrebentar, que sede que dá” ???????????

A única deslculpa que essas pessoas podem tentar dar é que criaram uma convenção em sua agência, pra facilitar alguma coisa, sei lá, mas caso seja isso, que tivessem guardado pra eles esse “conceito” de jingle.

Não precisa ser publicitário pra saber o que é um jingle. Não precisa conhecer a história da W/Brasil ou da DPZ, não precisa sequer ser um ser humano médio.

Mesmo que ultimamente eles não façam tanto sucesso, a importância dos jingles na comunicação e indiscutível, e eles ainda estão fazendo história. Que o digam os políticos, que o diga o presidente Lula, que fazia as messas petistas se arrepiarem ao som do JINGLE “Lulalá, que tocava em comerciais, carros de som e até, para a alegria dos burros, nas rádios!

Qualquer um que teve infância ou que hoje assiste two and a half man, sabe que um jingle não é restrito a nenhum canal de comunicação. Do carro da pamonha à BBC, todo mundo pode ter e veicular o seu ou o dos outros.

Acho que o pessoal do RTV e a tal pessoa que acreditou neles, não fizeram como o porco, a vaquinha e o macaco, que tomaram leite e vitaminas, e desenvolveram as mentes.

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Uma boa, uma ruim e uma reflexão alheia

sexta-feira, outubro 10th, 2008

A Boa.

Lembram desta? Mais uma prova de que humor + gostosas é a fórmula perfeita da propaganda:

A ruim.

E os chinenses, depois de faturarem tudo nas Olimpíadas, mostram que o negócio deles ainda não é a propaganda. Da TBWA de Xangai para a Adidas:

É a onda abstrata da propaganda que chegou com tudo na terra de Mao Tsé Tung. Mas coitados, talvez o texto escrito em mandarim seja genial, ou talvez para quem está inserido naquela cultura faça algum sentido. Ou ainda, eu talvez esteja criticando só por inveja das dezenas medalhas olímpicas deles, já que o Brasil só fracassa.

A reflexão alheia.

Lendo o Intencional, achei interessante o desabafo da autora contra os empresários da propaganda de Florianópolis. Após ir a uma palestra promovida pelo clube de propaganda e marketing de SC, ela fez o seguinte relato:

Mas o fato é: alguém já viu donos de agência em palestras como essas? Por favor, sejam sinceros. Eu reparo há tempos nisso e posso contar nos dedos de uma mão quantos eu vi lá. Isso porque nem eram das agências consideradas “grandes” em Floripa. Ai me vem mais perguntas na cabeça: será que eles já sabem de tudo e não precisam saber mais? Será que o assunto não interessa para o negócio deles? Será que o palestrante não é bom pra eles? Será que o estagiário vai mandar um relatório depois?”

Defendeu os estagiários e cuspiu na cara dos patrões, com toda razão, mesmo que eles não merecessem (?).

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Semp atrasados

terça-feira, outubro 7th, 2008

Tanto critico a internet “2.0″, as campanhas “interativas” e o fim da propaganda moleque, mas agora fiquei triste com a Semp Toshiba por motivos completamente opostos. Acho que me acostumei com essa droga toda que está por aí.

Não tenho nenhum produto da Semp Toshiba e não sei como falar nada da qualidade da empresa, já sua comunicação tem razões de sobra pra ser criticada.

É notícia lá no CCSP a campanha “Um país chamado Semp Toshiba”, criada pela Talent. Com foco na história do grupo, eles fizeram uma campanha antiquada, pelo menos no que vi. Como é uma terrível odisséia conseguir assistir os vídeos postados pelo Clube de Criação de São Paulo, só posso comentar os anúncios.

Três páginas, títulos gigantes e uma “arte” que parece feita no Power Point. Se tivesse sido criado nas décadas de 70 ou 80, teria faturado no mínimo 15 leões em Cannes e alçaria os criadores ao panteão da publicidade brasileira. Nos anos 90, enriqueceria a agência e a dupla criativa, que logo abriria um “bureau” de idéias.

Mas hoje, quase na segunda década dos anos 2000, no máximo seria escolhida para o anuário do Clube de Criação de Roraima. Isso hipoteticamente pensando que vivemos em uma sociedade justa e honesta.

Entretanto, em comparação com o site da empresa, a campanha está linda, criativa e ultra moderna.

E eu, que tanto critiquei a internet 2.0, os sites 100% em flash, a interação em detrimento do informação, agora estou achando ruim, feio e sem graça um site leve e de fácil navegação.

Maldita convivência com layouts lindos e animações engraçadinhas!

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Peugeot 207 - Final feliz

segunda-feira, setembro 22nd, 2008

Só para encerrar a novela “Campanha de lançamento do Peugeot 207 no Brasil”, o comercial nada criativo mas incrivelmente vendedor, com a atriz global Flávia Alessandra:

Dessa vez o “escute seu corpo” fez até um pouco de sentido. Já o iglu vermelho…

Que venha o 208!

codigo do youtube

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