Archive for the ‘Internet’ Category

O dia em que a publicidade morreu

terça-feira, setembro 9th, 2008

Aposto que você tem um blog. Quando você faz um artigo novo, qual a lógica? Você tem um ‘insight’ e faz o artigo, você pensa que já está no hora de postar algo novo e começa a escrever aleatoriamente, ou você sai pela web afora caçando “referências”?

Ok, talvez você não tenha um blog. Como você pensa que é o processo de quem tem um? Alguém lucra?

E em propaganda, você acha que funciona mais ou menos da mesma maneira, ou você não acha nada? Comerciais péssimos, como o de lançamento do Peugeot 207 no Brasil, nascem de um ‘insight’ estúpido, ou é abstratamente baseado em um briefing cretino, o que resulta em um ‘conceito’ mirabolante?

Até que ponto a imagem é mais importante que a idéia?

“Imagem não é nada, sede é tudo!”. Seria verdadeiro esse título/assinatura? Será que as pessoas ligam mesmo para a publicidade?

E se houvesse algum decreto impedindo layouts lindos, títulos geniais e ações espetaculares de marketing?

E se desaparecerem naturalmente?

Anúncios tipo adsense certamente tomariam conta de revistas, jornais e outdoors, como já dominaram a internet.

E no rádio e na TV, como seria?

Eu sempre gostei daqueles comerciais de concessionárias avisando de promoções relâmpago, somente com letras subindo: “Atenção, últimas unidades com preços especiais”. Ou vt’s do mesmo estilo chamando para um recall. Comerciais assim, sem sacadas geniais ou efeitos especiais maravilhosos são os que mais me prendem a atenção. Isso ocorre somente comigo?

Belo exemplo da velha propaganda, que ainda vive.

Belo exemplo da velha propaganda, que ainda vive.

Vamos criar uma realidade paralela, na qual as empresas descobrem que links patrocinados e anúncios nos moldes de classficados dão mais resultado que propagandas com idéias.

Nesse cenário, são extintas as agências de publicidade e os  grandes veículos de comunicação. Todos sucumbem perante  blogs e jornais de circulação gratuita. Esses produtores de   conteúdo independentes finalmente recebem o crédito e o  dinheiro que merecem, pois sem os “atravessadores”, o valor de  veiculação se eleva bastante.

As pessoas deixam de sentir raiva da publicidade, afinal, com a  segmentação permitida, elas só vêem aquilo que lhe interessa. Ao ler uma matéria sobre saúde, a pessoa já sabe que ali ao lado estão anunciados vários produtos de seu interesse, e não uma propaganda de telefone celular com algum trocadilho difícil de entender.

Esse mundo hipotético, que não precisa da lei “cidade limpa”, publicitários ou jornalistas, pode render centenas de páginas, mas voltemos ao mundo real. Na universidade, perto de concluir meu curso, sofri com a tentação de links patrocinados. Eis um relato, meu mesmo:

Odeio o academicismo, mas como queria me formar, lutava dia e noite para concluir a monografia. Ao buscar uma professora que pudesse me orientar no TCC, que evoluía lentamente, fui ‘vítima’ de uma enorme tentação: adsense, os famosos links patrocinados (que são selecionados por palavras-chave), surgiram bem ao lado da minha troca de e-mails com a professora, e um deles estava vendendo monografias. Foi difícil resistir ao impulso da clicar ali e encomendar um projeto.

adsense 'dentro' dos e-mails em que eu buscava orientação para o TCC.

Adsense 'dentro' dos e-mails em que eu buscava orientação para o TCC.

Numa realidade em que publicitários renomados ganham prêmios e dinheiro com ‘idéias’ repetidas, grandes portais já etão se rendendo às vantagens e aos cheques polpudos do google. Começam a surgir os primeiros especialistas em “marketing de busca“, essenciais para que comunicadores independentes e pequenos veículos sejam bem ‘ranqueados’ nos buscadores, tenham muitos acessos e, conseqüentemente, muitos cliques em seus links patrocinados, e assim, o blog se torne definitivamente uma profissão. Tem gente que já vive disso, mas a história desse novo mundo está só começando.

Parece que tudo que esse nerd faz é oferecer ringtones gratuitos, com muitos links patrociandos ao lado.

Parece que tudo que esse nerd faz é oferecer ringtones gratuitos, com muitos links patrocinados ao lado.

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É O QUE É

terça-feira, setembro 2nd, 2008

E agora mané?

Cleo José se calou,

meu tempo livre acabou,

o acesso baixou,

o bom post desceu.

.

Logo outros virão,

talvez tardarão,

não é fim de festa.

Talvez troque o nome,

talvez um codinome,

para meu rosto esconder.

Mas todo mundo já sabe,

então que se acabe,

mas não pode, é meu.

.

Comprar um domínio?

Não sei se me animo,

pois quem paga sou eu

esse blog cretino.

.

Tem um navegador de tags,

inpiração caso falte,

propaganda ruim,

design maroto,

produtos escrotos,

se vão pelo esgoto,

caminham pro fim.

.

Trovando com provas,

quem prova se amarra,

no RSS se agarra,

não perde por nada.

Agressividade justificada,

por idéias bizarras,

moças seminuas,

cachorros nas ruas,

cerveja gelada,

quem fez se esconde.

.

Prazo encerrado,

é assim que a coisa é.

Idéias, de onde?

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Ônibus azul, velho e decadente

quarta-feira, agosto 20th, 2008

Falei mal do Brainstorm#9 e acabei voltando atrás logo depois que o autor disparou uma audaz crítica contra uma grande anunciante. Mas desta vez é impossível a redenção da vítima: o Bluebus.

Como pode um site que há anos é referência em comunicação, que sempre se antecipa a todos os outros meios, manter no ar uma página tão feia, mal organizada e tosca?

Eles fazem artigos sobre cinema, comportamento, marketing, usabilidade, interação, promoção, e pasmem, comentam até sobre internet. Portais, hotsites, promoções e campanhas on-line de todo o planeta são apresentadas ao mundo pelo Bluebus. Se tornaram referência, mas não adequam o próprio site ao mundo moderno, à famosa web 2.0.

Admiro quem não se entrega ao fenômeno FLASH e preza pelo conteúdo, mas mesmo sem animações inconvenientes, o Bluebus não é nada funcional. Apesar de estar sempre na boca do mundinho da propaganda, nunca tive paciência de ler aquilo, que realmente deve publicar coisas interessantes. É tudo tão azul e repleto de links confusos que embaralha a visão.

Há muito eles fugiram da própria descrição inicial, que talvez lá em meados da década de 90 justificasse o formato:

“Blue Bus, fundado em 1995, nao tem outra pretensao intelectual ou pratica do que, como um ônibus, ‘levar as pessoas aos lugares’, através de notas curtas e links, como um ‘guia’ diario instalado basicamente sobre o assunto ‘midia’, mas tambem colecionando informaçoes.”.

Contra a corrente e a favor de uma boa organização, eu fujo desse ônibus azul empoeirado. Talvez a única solução seja mandar pro lata velha, do Caldeirão Assistencialista do Huck.

Finjam que a combi é um ônibus e que a ferrugem é poeira. Se bem que "enferrujado" também serve pro Bluebus.

Ok, isso é uma combi enferrujada. Mas ilustra muito bem!

PS: Acabei de ver que não fui o primeiro blogueiro semi-sério do país a criticar o Bluebus. O br#9 ironizou o conteúdo do ônibus, que ainda foi chamado de puta barata mercenário por um outro sujeito.

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#Crítica9

quinta-feira, agosto 14th, 2008

Não sei se acho, bom, ruim ou se me sinto copiado.

Entrei no Brainstorm#9 com a intenção de pegar alguma das 500 campanhas que o autor elogia diariamente, postar aqui e fazer críticas ferozes.

Dei com os burros n’água. Fica para uma próxima oportunidade isso de crticar um anúncio para atingir o blog mencionado. Apesar de suave, o rapaz finalmente criticou alguém: Peugeot Invisible.

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Crítica especial de aniversário.

quarta-feira, agosto 6th, 2008

Hoje o Vamos Falar Mal está completando dois meses.

Depois de comentar da má qualidade das propagandas goianas, de ter cuspido em anúncios com controle remoto, de ter chamado o anúncio do PV de lixo e de ter esculhambado com a publicidade chinesa, vi que era essa a hora de a analisar a comunicação do meu próprio “produto”.

Já repararam no visual daqui? Nas referências? Nos textos? Em alguma outra coisa ruim?

Apesar de ter sido tudo feito por mim, não deixei de ver as mazelas deste singelo blog.

O modelo do wordpress escolhido, apesar de lindo e funcional, apresenta um grave defeito: o espaço dado entre as imagens e os textos é mínimo, o que prejudica o visual e, principalmente, a leitura.

A “testeira”, essa imagem com o suíno e umas moedas no topo da página, não tem muita coisa a ver com o conteúdo aqui do portal. Posso até forçar a barra e dizer que o cofrinho representa o desperdício de dinheiro que o anunciante tem quando veicula uma propaganda ruim, mas isso não convence nem a mim mesmo. A verdade é que procurei por “black bg” no google e achei essa imagem bonita. Então a copiei para o paint¹ (isso mesmo, o paint brush) e a adaptei ao tamanho estipulado pelo wordpress.

E como pode o slogan ser tão ruim? Sou idealizador, proprietário e único funcionário do blog, tenho o briefing completo na minha cabeça, e não consegui até hoje fazer uma frase que mostre ao mundo quais as intenções e valores deste blog. Acho que tem que ser algo sério, mas com um desfecho realmente engraçado. E caso não se lembrem, eu sou redator, e fazer bons slogans é uma de minhas funções. Acho até que vou lançar um concurso. Quem fizer o melhor slogan ganha o direito de falar mal de qualquer coisa ou pessoa aqui no blog. Enquanto não tem o lançamento oficial da promoção, já podem ir mandando sugestões.

Além da parte visual, outra coisa que incomoda são as referências. Quase tudo vem sempre dos mesmo lugares. Mais da metade dos posts é criticando algum trabalho ruim do Ads of the World, site incompleto, provavelmente repleto de fantasmas, ou não. E o pior é que não pretendo averiguar nada por lá.

Já as críticas são sempre parecidas. Ou a fonte está pequena, ou é idéia repetida ou é simplesmente ruim. Mas isso não é culpa minha. Se as críticas se repetem é porque ninguém aprende com os erros alheios.

Ainda tem muito o que criticar, mas agora preciso trabalhar.

Desculpe querido blog, você é lindo se comparado com milhares que se acham referência.

1: Em outra oportunidade explicarei porque o paint brush é o mais poderoso aplicativo de manipulação de imagens existente.

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Jacarezinho, avião, tirem esse site daí.

quinta-feira, julho 31st, 2008

Parabéns à W/Brasil, que depois de 27 anos mantendo no ar aquele ridículo pop-up com midis de músicas do Jorge Benjor, finalmente fez um site novo.

Tá certo que o Doutor Washington continua fazendo as poses de sempre, com a mão no queixo e a cara de pensador, e que o site é tão preto quanto as roupas do guru, mas como diria Caetano Veloso, caso fosse arquiteto de informação, a navegação ficou linda.

Eles não exageram no flash, como virou moda - inclusive prefiro esse da W/ Brasil do que sites aclamados, como o da Leo Burnett - e conseguiram mesclar toda a lenda que envolve a agência e seu fundador com novas idéias e soluções.

Para encerrar, mais congratulações ao Olivetto, agora por ele ter sido novamente eleito O Publicitário Mais Confiável, e principalmente, por ter posado para a foto acima. Como se não bastasse tirar uma mão do queixo, colocou as duas em um sutiã e fez aquela peculiar cara boba de gênio compreendido.

Ps: se aquele comercial do sutiã fosse feito nos dias de hoje, certamente seria vetado pelo CONAR.

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Céu de verdade

sexta-feira, julho 11th, 2008

Muita gente clicou no link que coloquei para o Skyscrapercity mesmo sem eu ter mencionado exatamente o que é (viva as estatísticas do Wordpress!).

Se trata um site, na verdade um fórum, que por ter esse belíssimo formato, não está entupido de animações em flash, introduções pentelhas, banners saltitando na tela ou botões com design lindinho. Não possui abas confusas, menus que abrem para baixo ou para o lado e nenhuma outra “inovação”, dessas que criam só para confundir e dificultar a navegação na web. Por ser tão simples, o site é leve e objetivo. Com um simples “ctrl F” você encontra a região do mundo que deseja ver algumas fotos.

Neste exato momento estou dentro do c?rculo vermelho.

Neste exato momento estou dentro deste círculo vermelho. Asa Norte, Brasília

E são essas fotos que fazem do site ainda mais útil e interessante. Não são fotos tratadas, ou profissionais, ou “artísticas”. A maioria das imagens são cruas, o que nos permite captar a essência de cada uma dos lugares fotogrados. E olha que são muitos lugares. Não são fotos somente de pontos turísticos famosos. Qualquer rua pode estar lá, qualquer pombo nojento empoleirado no banco de uma praça perdida no interior da Cisjordânia.

Também é possível ver imagens de projetos e mapas de metrôs, maquetes de bairros e edifícios, ilustrações futurísticas e fotos antigas. E acho que ainda não vi praticamente nada.

Vale a pena ver o mundo e escolher o seu próximo destino pelo Skyscrapercity

Puente del Inca, Argentina:

Lobito, cidade na província de Benguela, Angola:

Piscina dentro de rio em Berlin, Alemanha:

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Lentamente ligeiro.

terça-feira, julho 8th, 2008

-Quase 18h da tarde de uma terça-feira ensolarada.
-Enclausurado, quase livre.
-Primeiro post da semana.
-Twitter entediante e sem sentido, como sempre.
-Orkut decadente, exceto pela belíssima comunidade “Filtro de barro, água fresca e limpa”
-O sol se escondeu.
-Amanhã, post sobre o quanto é bom entrar no Skyscrapercity.
-Bem que eu poderia plantar umas palavras-chave aqui para aumentar o acesso.
-Vou pesquisar o que está na moda.
-Até mais.
-Tenho que passar uns minutos esperando o elevador.
-Falei mal do danado, mas esse post foi inspirado no Twitter.

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Enfim, o sucesso!

quinta-feira, julho 3rd, 2008

É com muita satisfação que comunico que agora tenho um crítico. Não é qualquer um que em menos de um mês à frente de um blog consegue criar inimizades virtuais que gerem frutos. E o fruto é um blog. Se trata do Vamos Falar Bem, do designer e funkeiro “X”. Reparem no template lindo que ele escolheu e nos “artigos”, que tenho a impressão que já vi em algum lugar. Não faltou nem o “hein!?” com a descrição do blog e do autor. Genial isso. Viva a maioridade!

Para não fugir do tema ‘falar mal’, e continuar comentando o blog do amigo “X”, que é uma “cópia positiva” do meu, nada melhor que um anúncio da Xerox. Melhor ainda: nada melhor que um anúncio ruim da Xerox. Confesso que não entendi até agora, e como não entendi, não sei se a cagada foi na arte, na redação, ou em ambas as partes ” criativas”.

Qual você acha que é a idéia criativa oculta do anúncio?

O Mahatma morreu.

O Mahatma orginal borrou e a xerox não.

A xerox ficou tão boa que alguém roubou.

O Mahatma bem impresso levitou pra fora do anúncio.

Sucesso aí, Xerox!

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Apocalipse

sexta-feira, junho 27th, 2008

A internet é o grande vilão da humanidade.

Antes dela tudo era mais bonito, mais saudável e mais humano. Todos estamos cansados de receber aquelas apresentações em Power Point que narram a felicidade pré-internet, e mesmo enfurecidos com os malditos e-mails saudosistas enchendo a caixa-postal, impossível não entrar na onda e relembrar as décadas passadas. Décadas de felicidade, pois nelas todo mundo dormia mais cedo, acordava mais cedo (essa parte é ruim), conversava mais e passeava mais com o cachorro. Quem já era jovem ou adulto nos anos 70 ou 80 é espantado com a quantidade mínima de sexo que as pessoas fazem hoje em dia. E o único culpado dessa decadência da qualidade de vida da humanidade, é a maldita rede mundial de computadores.

Mas qual a razão desse “desabafo” aqui nesse meigo blog, que falando bem ou mal, fala sempre de propaganda!? Por quê??

Simplesmente porque a praga da virtualidade está matando a propaganda. Não adianta falar que é evolução, revolução ou inovação.  Ninguém nunca gostou de propaganda, mas ao mesmo tempo em que era fácil fugir dela, você acabava vendo alguma coisa, e até rindo ou se emocionando com as melhores. Quando você lia uma revista (você ainda lê revistas?), na maioria das vezes era sem pressa, relaxado, e simplesmente virar a página de um anúncio não era difícil. Mudar de canal na televisão na hora do intervaldo também era fácil (tá, às vezes ainda vemos TV). Não olhar para um outdoor era fácil, e em um engarrafamento eles até audavam a passar o tempo. Você se lembrava das melhores por um bom tempo, cantava os jingles, usava os bordões, comprava os produtos. Beleza, você ainda compra os produtos, mas o que tenta te motivar está tão cinza quanto um wireframe.

Em palavras mais breves, a internet acabou com a emoção do mundo, liquidou a boa propaganda. Aqueles banners dhtml, uns que abrem por cima da página que você quer visitar, são a maior prova disso. Imagine uma página que brota em cima da sua revista e que te obriga a esperar 10 segundos para poder ler a matéria!? Há uns meses eu estava pensando em cancelar meu celular TIM e pegar um Claro, coisa que não fiz culpa de um banner desses. Durante mais de um mês na home do site, que é até bonitinho (quem liga pra isso?), surgia um banner desse, sem botão de fechar, e que levava 20 segundos para desaparecer. Resultado: continuei na tim, com seu site desorganizado, mas sem banners ridículos saltando na tela.

Recebi (pela terceira vez) uma propaganda antiga, que retrata bem esse momento terrível que estamos vivendo. É da era da televisão e com boa dose de sentimento, e embora seja um bom filme, não é uma boa propaganda. Eu por exemplo senti vontade de queimar todas as Tv’s do mundo:

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=2VBF6knaGaw]

O que esse pobre cachorro sofreu com a TV não é nada perto do que a internet faz com nossas vidas e com a propaganda. Estão passando o carro por cima dos bois, o design por cima da idéia, a estética por cima do produto. Realmente fica bonito uma arte abstrata tomando conta de uma página inteira, com o título (quando tem) e o nome do produto em fonte Arial corpo 5. Assim como são lindos os sites e hotsites feitos totalmente em flash. Mas o propósito da publicidade não é criar obras de arte, e sim encher supermercados de gente, petshops de cachorro e fazer o dinheiro do mundo girar. E quanto mais larga fica a banda, mais ridícula fica a inernet. Cada vez menos podemos dar “ctrl C” no conteúdo de algum site, ou “ctrl F” para encontrar fácil aquilo que procuramos. Esse último atalho mencionado é incrível, é a evolução da leitura dinâmica.

E o google? E o gmail? São as invenções mais geniais do mundo contemporâneo! Antigamente as pessoas compravam jornal para ler críticas de cinema, resportagens, bisbilhotar a vida dos outros nas colunas sociais. Hoje em dia é só jogar no google. Tem tudo que você precisa. Você não precisa ligar para o seu amigo para saber o nome daquela atriz, que estava naquele filme que saiu de cartaz aquele mês que você não lembra qual. Você simplesmente pergunta ao oráááááááááculo, que tem sempre um link para um artigo wiki-duvidoso.

Impossível negar que com a web o mundo acelerou. Tudo é feito mais rápido, com mais precisão, mais detalhes. Ela faz o planeta girar tanto, que ninguém tem tempo nem para vomitar.

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Perfeito

segunda-feira, junho 23rd, 2008

Não naveguei pelo site. Não prestei atenção em nada. Não analisei o embasamento ou o propósito de nada. Não vi mais nada da campanha, que certamente está rolando por aí. E só acessei este Angels Axe porque recebi o link para um vídeo no youtube. E só cliquei no link porque a fonte (Valeu Roma!) sempre manda coisas realmente legais. E ao ver o vídeo nem reparei no título da Axe.

Até alguém me mostrar o nome “Axe”, ingenuamente devo ter imaginado que duas gostosas desocupadas, pra aliviar o tédio, colocaram lingerie e foram sacanear a famosa animação:[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=lyjq9RJ-_yM]

Aproveitando que estou bondoso hoje, vou repetir o que faz uma propaganda ficar boa. Top 7, na ordem de importância:

1. Gostosas seminuas combinadas com grande idéias*.

2. Cachorros fofos e grandes idéias.

3. Gostosas seminuas e cachorros fofos.

4. Gostosas seminuas.

5. Cachorros fofos.

6. Jingles geniais com algumas gostosas rebolando.

7. Grandes idéias.

*Observção: Usar gostosas e cachorros não é um grande idéia. É apenas competência.

Se for pra fazer viral, que faça gostoso. By AXE:

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=MA4xwXMpPgY]

Você, amigo empresário, também não queria um desses para a sua empresa?

E uma dessas?

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