Posts Tagged ‘almanaque de criação’

Almanaque de Criação de Brasília 2009

quinta-feira, março 19th, 2009

Dia 24/03 (nesta terça) começa a 4º edição do Almanaque de Criação de Brasília, promovido pela DOISNOVEMEIA, agência júnior da UNB. Sempre com profissionais de destaque na publicidade brasileira, o evento é sem dúvidas o melhor do Centro-Oeste, e o único que conheço que promove palestras e debates realmente interessantes.

Não sei o que dizer sobre os profissionais que virão este ano, e não conheço seus recentes ou antigos “cases de sucesso”. Guga Ketzer, da Loducca parece ser o único representante do modelo tradicional da publicidade, que é a realidade de Brasília. Agências como Santa Clara Nitro, Click, Gringo e Hello InteractiveColméia também terão seus representantes, assim como a e a AG_407, que nunca ouvi falar, mas devem estar na crista da onda.

Certamente todos vão acrescentar muito aos participantes, mas me senti mais atraído pelo evento no ano passado. Além do site do Almanaque de Criação 2008 ter ficado mais divertido e detalhado, os convidados eram profissionais que eu realmente queria ouvir, que foram responsáveis pelos maiores destaques da propaganda no ano:

Pude ver as idéias do “Mr.Manson” Wagner Martins, que acompanho desde o início do cocadaboa e que agora é um dos responsáveis e criativos da Espalhe Marketing de Guerrilha.

Aprendi com os causos reais de Aaron Sutton, um dos mais brilhantes redatores do país e sócio da MPM Propaganda, criadora da Rádio Sulamérica Trânsito.

Vi Ulisses Zamboni, planner e sócio da Santa Clara Nitro, detalhar a campanha de reposicionamento do Kuat e falar sobre o Funktube, que agitou o Caldeirão do Huck.

Veja post que fiz ano passado sobre a palestra de Zamboni.

Prestei atenção total em Átila Francucci, que tinha acabado de perder a conta da Schincariol com sua Famiglia, e ainda assim mostrou grande otimismo em exemplos de como a criatividade é vendedora. Ele explicou sobre o modelo de sua agência, que infelizmente fechou as portas, talvez por ser criativa e inovadora demais.

Mesmo com o nervosismo gago de Adriano Cerullo, diretor de criação de Bullet, assim como todos fiquei impressionado com a criatividade e a produção do case Ipod no Palito, para a Kibon.

Enfim, um grande evento, que só não vou se não tiver tempo. E bem que o pessoal da 296 poderia me liberar uma inscrição né!?

Bookmark e Compartilhe

Cuat II - Os seguidores da ignorância

quinta-feira, julho 10th, 2008

Beleza, talvez o ignorante seja eu. Mas provavelmente não.

Dizem que contra fatos não há argumentos. Complemento afirmando que contra propagandas ruins, não há muito o que dizer. Elas são ruins e ponto. Em umas posso criticar a fonte miúda ou ilegível, em outras a falta de idéias. Isso quando não são completamente amadoras. Nada além de ruins.

Podem dizer ainda que existem estilos. Por exemplo, a maioria das músicas do Elvis são parecidas e os filmes do Scorsese são quase todos iguais. Ele só trocou o Robert De Niro pelo Leonardo di Caprio em suas produções mais recentes.

Entretanto, eles são artistas.

As pessoas vão ao cinema ou compram/baixam  músicas simplesmente pela obra dos artistas. Com propaganda não é assim. A propaganda deve ser a serviço do cliente, sempre. Não adianta descobrirem um estilo “bacana” e fazer sempre igual, seja qual for o produto, o público ou a meta.

E o comercial do iG, feito pela Neogama/BBH, além de copiar seguir um estilo sem graça, ainda segue a idéia do Kuat, ou seja, a falta de idéias. Não vou postar o vídeo do refrigerante novamente. Basta um CTRL + F e procurar pela palavra “cuat” aqui no blog que você encontra o vídeo.

Fugir o planejamento, do produto e do consumidor virou moda.

Chega de falação, eis o comercial:

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=6kevl894lxo]

Reparem que de toda a campanha, esse foi o único VT que critiquei. Os demais só assisti no youtube. Tem um com o Selton Melo, a Letícia Birkheuer e o Bernardinho, técnico da seleção de vôlei que até dá pra passar, e um estilo poemas do Pedro Bial, mas que ainda assim eu gostei, e por isso mesmo vou publicar aqui, como prova de que quem faz algo ruim, também consegue fazer trabalhos bons, e vice-versa:

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=i0g7kX9lMSs]

O mundo é de quem faz, mas e o iG, alguém faz aquela joça?

Bookmark e Compartilhe

Cuat

quinta-feira, junho 12th, 2008

Dia desses assisti uma palestra com o Ulisses Zamboni, sócio da Santa Clara. O cara fala bem, e parece que trabalha melhor ainda. Pelo que disse, a agêcia tem como diferencial um super planejamento. Ele foi convidado para falar devido ao sucesso do funktube, mas ele queria mesmo era mostrar o case do kuat. A platéia, com a maioria de estudantes, babou na apresentação, e não foi de sono. Zamboni contou desde o momento em que recebeu o convite para ser responsável pela remodelação da marca, e em seguida partiu para a identificação do problema pela Santa Clara.

O vídeo que fizeram para mostrar à diretoria da Coca-Cola (dona do Kuat) quem era o consumidor de Kuat foi de arrepiar. Então ele mostrou a construção da nova logo e do novo rótulo do refrigerante em cada detalhe. Mostrou porque alongaram a perna do “K” em 30%, porque praticamente sumiram com a palavra “guaraná” e coisas desse tipo.

Apesar de achar que muita coisa foi inventada só pra palestra ficar mais crível, afinal era um case principalmente de planejamento, o Kuat realmente ficou muito mais bonito. Quem vê a embalagem até pensa que é um suco egípcio, chopp engarrafado ou ouro líquido que tem ali naquela garrafa pet, e esse é o problema.

Ficou bonito demais para ser um simples Kuat. O Zamboni insistiu a palestra toda que em testes cegos a maioria acha o Kuat mais gostoso que o Antártica, e que a nova identidade deveria mostrar que o produto confia em seu próprio potencial. Só que, na minha opinião enganaram o pobre. Não conheço ninguém que gosta daquilo, e olha que a maioria das pessoas que conheço está dentro do target da marca. O que estou ouvindo aqui na vida real, de pessoas que não estão nem aí pra publicidade ou design, é que o Kuat está parecendo óleo de cozinha, e que além de ser ruim, agora está esquisito.

Depois de ter ficado empolgado com a apresentação, pensando que a propaganda poderia ser algo tão sério e calculado quanto a engenharia, e que se minuciosamente planejada, tratada como uma cirurgia em um paciente terminal, sei lá, necessariamente teria um resultado final estupendo. Maldita ilusão. Quando vi o VT foi como se as luzes do cinema tivessem se acendido. Tenho que perder essa mania de entrar demais no filme, de acreditar demais no palestrante, mesmo que só durante a palestra. Esperei até o último segundo por algo que mostrasse onde ali eles utilizaram tanto planejamento, tanta pesquisa, tanto dinheiro. Talvez só lhes tenha faltado idéias.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=yC0Y2x6ObeE]

É mais um daqueles comerciais sem sentido da MTV? Onde está o conceito? Onde está o público alvo? Onde está o produto? Onde está o apelo? Alguém sabe? Comentem tomando um delicioso Guaraná Antárctica.

Bookmark e Compartilhe