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Cassaram o mandato dos jornalistas

segunda-feira, junho 22nd, 2009

Que título horrível. Ou melhor, que péssima manchete. E cadê o “lide” do post? Vamos nos atentar às retrancas (crtl F + retranca).

Jornalismo é algo tão simples que em dois parágrafos a wikipedia explica os três únicos termos que eles tanto se gabam de saber o significado (se você não entendeu, estou falando das três palavras linkadas acima).

O fim da exigência de diploma para o exercício  do trabalho de jornalista, mesmo que o STF seja pressionado e volte atrás, é algo completamente justo, e demorou para acontecer. Demorou pela união da classe e pelos métodos escusos com que se defendem. Armados com suas fontes secretas e com o poder de ataque da mídia, constroem alianças nebulosas e ameaçam aqueles que podem derrubá-los.

OK…exagerei um pouco no tom. Não são hienas ou abutres famintos, são profissionais, que como quaisquer outros, querem respeito, dignidade e liberdade de expressão. O problema está na qualidade de grande parte dos profissionais, “graduados” em faculdades que mais parecem shoppings centers, que não ensinam o estudante a pensar, e pior ainda, aceitam alunos que mal sabem escrever - sim, todo mundo, de qualquer área, deve ser muito bem alfabetizado para poder entrar em uma universidade, principalmente de comunicação. O lugar de ser alfabetizado é a pré-escola, não a universidade.

A necessidade do diploma deveria existir somente para cursos como engenheria e medicina, que lidam com vidas. E Direito? Só a figura do advogado já é completamente descecessária. As leis são feitas para o conhecimento de todos, e ter alguém especializado nisso, em defender e atacar se aproveitando de brechas, prova que a sociedade deve ser toda revista.

Voltando ao assunto, quando entrei na faculdade de comunicação, para cursar Publicidade e Propaganda, sabia muito bem que a profissão não exigia diploma. Eu não estava ali em busca de um pedaço de papel (que aliás, ironicamente precisei pagar R$ 80 para retirar, isso em uma universidade pública), ou de exclusividade para trabalhar em algum lugar, mesmo sabendo que assim seria mais fácil. Eu estava ali em busca de conhecimento, o que, dado o grau de degradação da estrutura física e do corpo docente da faculdade, tive e ainda tenho que buscar em outros lugares.

O que faz o profissional ser aceito e respeitado no mercado não é o pedaço de papel, e sim sua competência. Que o digam os maiores publicitários do país, como Washington Olivetto (bacharel em nada), Roberto Justus (administrador) e o novato Wagner Martins (economista, mais conhecido como Mr. Manson, criador do Cocadaboa e sócio da Espalhe). Grandes dos atuais contadores de histórias reais (ou seja, jornalistas), também são formados em outras áreas, ou em nada, como Dráuzio Varella (médico), Jô Soares e outros muito melhores que não me recordo agora. E imaginem se o Faustão, que cursou medicina e se formou em direito pela USP, precisasse de diploma de Apresentador?

O que me motivou a escrever esse post foi o artigo (ou matéria?) que li no blog Rio Acima, do jornalista Marcelo Migliaccio,  que ficou muito melhor e mais respeitoso que o meu, mas ainda assim voraz em seu apoio à liberdade de expressão.

Não gosto de replicar grandes pedaços de texto, e mesmo com o original linkado acima, pelo menos o final merece ser repetido aqui:

“Até o jornalista esportivo carece de conhecimento especializado. Quantas vezes assisto a um jogo de futebol e, no dia seguinte, quando vou ler as críticas às atuações dos jogadores fico revoltado. Um cara que jogou bem taticamente leva nota baixa e um perna de pau que fez um gol de canela é alçado à condição de novo ídolo da nação. Os melhores analistas de futebol que já vi _ Tostão, João Saldanha e Casagrande _ nunca sentaram numa faculdade de jornalismo, mas se expressam (pretérito no caso do Saldanha) maravilhosamente, tanto em texto quanto diante de uma câmera. E, se tiverem que fazer uma entrevista, o farão sem problemas, porque perguntar é uma coisa natural até para uma criança de 2 anos.”

Caso a obrigatoriedade do diploma retorne, cadastre-se em uma dessas cantinas/universidades que têm em toda esquina e pegue seu diploma em menos de dois anos. Formado, você vai poder dar uma de Luciano do Valle.

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Férias

segunda-feira, abril 20th, 2009

Para refrescar as idéias, espairecer os pensamentos, arejar a mente e mais um monte de sinônimos inúteis, decidi descansar do blog. Não que ele me canse, afinal já tem mais de duas semanas que não posto nada que valha a pena. Ou talvez eu nunca tenha feito isso. O fato é que, para parar de pensar no blog, em que ele deveria ser atualizado, que eu deveria ter coisas interessantes pra dizer, mesmo não sabendo exatamente o que, e ficar conferindo as estatísticas, o melhor é tirar férias declaradas.

Sem falar que depois de passar o dia todo pensando e fazendo propaganda, dedicar mais uns minutos para um blog do mesmo segmento é coisa de gente obsessiva, ou gente que não tem video game, televisão, amigos, namorada ou cachorro. Ou não, talvez sejam apenas aficcionados mesmo. E o pior é que muitos desses updaters compulsivos dizem coisas realmente interessantes.

A prova disso é o br#9, do publicitário celebrity Carlos Merigo, que tem novidade todo dia, sempre antes de todo mundo, e sempre com palpites certeiros. O velho cocadaboa é outro quem tem seus méritos. Seu dono, o Mr.Manson, foi de bacharel em economia com um blog pentelho a empresário criativo de sucesso. Também pudera. Seu blog, inicialmente hospedado na Eslovênia, enganou muita gente com notícias plantadas e armações cretinas. Saudade do seu bolão pé na cova, em que já figurei entre os 30 primeiros adivinhadores. E hoje, as poucas atualizações se transformam nos melhores artigos da internet brasileira, como o recente roleta gaúcha.

Nem meu twitter estou com paciência de atualizar. Ou melhor, não tenho mesmo o que dizer. Dicas de sites interessantes? Só leio o terra e o g1. Hotsites legais? Nunca tive saco para esperar o maldito “loading”, e o comoutador onde passo a maior parte do tempo tem como melhor navegador um problemático Safari.

Divirtam-se com os mais de 90 posts dos arquivos do Vamos Falar Mal, enquanto eu fico de papo pro ar esperando coisas interessantes chegarem mastigadas até mim. E que a memória não falhe na hora de postar.

Abraços a todos, e até daqui uns 30 dias.

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