Posts Tagged ‘criação publicitária’

Zeus é gay que eu sei. Desvendando a mitologia por meio da música sertaneja moderna.

quinta-feira, agosto 5th, 2010

Freela da madrugada. Títulos, textos, tópicos. Entre um pensamento e outro, me veio à cabeça a canção Meteoro. Aquela mesmo, que gruda, irrita e propaga na voz do menino-prodígio-pop-sertanejo Luan Santana.

Só que dessa vez a balada me veio bradando significados diversos e variados. Será que Sorocaba, da filosófica dupla Fernando e Sorocaba, pensou mesmo tudo isto quando sentou e riscou no guardanapo sujo de batom a letra da canção?

Vamos à análise:

“Te dei o sol, te dei o mar/ Pra ganhar seu coração”.

O eu lírico apaixonado só pode ser megalomaníaco ou bilionário. Ignorando o fato de que seja um ricaço que capricha também nas hipérboles e metáforas, o sujeito se crê um deus, ou realmente o é. E tão poderoso a ponto de conceder à sua amada duas das maiores preciosidades do universo, sob o ponto de vista da mitologia grega ele só pode ser Zeus.

Mesmo que contrarie Apolo, deus do Sol, e Poseidon, deus do Mar, o velho barbudo soberano do Monte Olimpo tá podendo, e parece disposto a tudo pra conquistar sua amada.

“Você é raio de saudade/ Meteoro da paixão”

Já na segunda estrofe, Sorocaba nos revela o objeto de desejo de seu eu lírico. Não se trata de uma mortal, muito menos de uma mulher. Quem despertou o tesão colossal de Zeus, foi ningém menos que Thor, o mais alto e forte entre os deuses. Dono do martelo Mjolnir, só ele é capaz de disparar raios, que quando atingem a terra, o fazem com a força de um meteoro.

“Explosão de sentimentos / Que eu não pude acreditar / Ah! Como é bom poder te amar”

Esse trecho é a prova que o amor foi consumado. E pelo plural que se segue após a gozada metáfora “explosão”, é possível notar a total libertinagem dos envolvidos, se alternando seguidamente na estabelecida relação homossexual de suserania e vassalagem.  Conscientes desde o início dos tempos do papel de Macho Alfa que representavam, eles próprios duvidavam que tal relação seria possível e, pelo que parece, agradável. O ato é encerrado mostrando que não foi algo casual, pelo menos para Zeus. Ele acredita piamente no amor de Thor.

“Depois que eu te conheci fui mais feliz / Você é exatamente o que eu sempre quis”

Parece menos conflituoso para Zeus amar um outro deus, do que simplesmente descer pra terra e pegar uma mortal. Provavelmente por questões morais peculiares do Olimpo, seja realmente mais fácil aceitar uma relação gay do que o amor entre deuses e seres não abençoados com a vida eterna. E entre os mortais, Zeus não encontraria todos aqueles predicados. Ou seja, ele está realizado física e moralmente.

Ela se encaixa perfeitamente em mim / O nosso quebra-cabeça teve fim”

Com longas madeixas loiras, asas de plumas brancas e um martelinho dourado, Thor é, aos olhos de Zeus, um ser feminino, por isso o gênero no início da frase. Já um quebra-cabeça, todos sabem que é feito de encaixes, deixando claro nesse ponto, mais uma vez, que a relação física supera a sentimental. Mas o importante para Zeus e Thor, é que, pelo visto, suas peças se encontraram.

“Se for sonho não me acorde / Eu preciso flutuar”

Apesar de ser o deus dos deuses, figura central do Olimpo, o momento de Zeus é tão pleno que ele se sente num sonho. Cansado de liderar os pelotões divinos com sua espada solitária, ele sente que agora terá uma parceria, literalmente eterna. Assim, ele se sente ainda mais acima de tudo, flutuando de maneira real e emocional.

“Pois só quem sonha / Consegue alcançar”

Aqui ele nos dá a prova de seus poderes ilimitados, que transformam sonho em realidade. Paralelamente, nosso majestoso eu lírico encarna os ideais românticos, se mostrando há tempos, provavelmente desde o início do universo, apaixonado por Thor. Agora, finalmente, consegue se realizar.

“Tão veloz quanto a luz / Pelo universo eu viajei / Vem me guia me conduz /Que pra sempre te amarei”

Eis o esperado final feliz, pelo menos pra eles, em que é possível notar a arrogância da dupla reinante e imortal. Enquanto eles passeiam serelepes de mãos dadas pelas galáxias, Prometeu segue acorrentado, tendo as vísceras eternamente devoradas por um abutre, simplesmente por ter concedido fogo à humanidade. Não é à toa que o Olimpo está em ruínas.

Esse final nos permite tirar uma série de lições de moral. Mas deixo pra vocês, afinal cada um só aprende o que quer mesmo.

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Tricotando aço inox

quinta-feira, outubro 15th, 2009

Bom dia, meus saudosos leitores. Sei que todos que assinam o feed, salvam nos favoritos ou caem no blog sem querer, querem é ver críticas a propagandas. Sejam filmes, spots, banners de internet, anúncios e etc, todos querem deboche, escárnio. Querem ver o OCO. Querem ver os absurdos que as agências soltam por aí, até mesmo as grandes grifes da criatividade mundial.

E vocês estão certos.

Eles merecem o nosso desprezo. Assim como eu mereço o desprezo deles e de vocês, e todos merecem o veneno vil do Vamos Falar Mal.

Propaganda é fofoca. E fofoca é dispensável. Nós estudamos, nos especializamos e passamos nossos dias fazendo nada mais que fofoca.

“Meu cliente é melhor que o seu. Que logo horrível. Que layout de merda. Que título fraco.”

Refazemos o título e o layout. Refazemos tudo. E o mandante dos crimes, chamado de “cliente”, acha tudo lindo, tudo uma maravilha para o seu lixo de empresa.

Dizemos que a fábrica deles é sustentável. Que eles tratam o lixo. Que o atendimento é o melhor e os funcionários estão sempre sorridentes.

Sorridentes? Aquelas pessoas mal pagas, de uniformes sujos e com as caras ensebadas pelo desprezo do mundo não têm como estampar felicidade no atendimento.

Nem nós, publicitários fofoqueiros, que trabalhamos em salas brancas, limpas, com 17 ºC de temperatura, ouvindo nossas músicas internacionais em nossos fones phillips, temos felicidade intensa estampada em nossas faces pálidas de criatividade. Pobres atendentes da C&A, ou Riachuelo, ou Carrefour e etc. Pobres feirantes.

Vermes.

Somos vermes mentirosos. Pagos para mentir. E às vezes, o fazemos com prazer, com um sorriso de Coringa.

Rimos de combinações feias de cores. Odiamos erros de portguês. Mandamos reimprimir milhares de folhetos por uma simples falta de acento no título. E não sentimos pena das árvores derrubadas. Ninguém sente pena de nós.

Pena é para os fracos. Não queremos pena. Queremos o dinheiro das empresas. Afina, eles também não prestam. Pagam mal, mentem, sonegam impostos. Falcatruas, trambiques! É tudo parte do jogo, do bolo que criamos e alimentamos dia e noite. Um bolo complexo, sujo, enferrujado. Um bolo sem fim, que se embaraça como lã e corta como faca. Um bolo duro, eterno, impossível de alinhar. Um bolo de aço inox.

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Rugas de alegria

segunda-feira, agosto 24th, 2009

Mais uma no Ads of the World, para cosmético milagroso.

Uma interessante e genial analogia entre aspas e rugas. Com aspas, uma palavra ganha outro sentido, muitas vezes ironicamente oposto ao seu sentido original. E com rugas, algo que era bonito fica feio.

Merece até a ficha técnica:

Advertising Agency: Voskhod, Yekaterinburg, Russia
Creative Director: Andrey Gubaydullin
Art Director: Vladislav Derevynnykh
Copywriter: Evgeny Primachenko
Illustrator and Designer: Dmitry Maslakov
Published: August 2009

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Propagandas ruins Amil

quinta-feira, julho 16th, 2009

A Amil, empresa de planos de saúde, lançou novo comercial. Não vou dizer as atrocidades e os xingamentos habituais. Já estão fazendo isso Twitter e internet afora.

Eu particularmente vejo mais problemas na atuação e na direção do filme do que na criação, que é genérica. Qualquer idéia, por mais estúpida que seja, pode livrar-se do ridículo se produzida com carinho.

Alguém se responsabiliza e dá a cara a tapa?

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G-E-N-I-A-L (comodidade e segurança o escambau)

domingo, maio 10th, 2009

Um link patrocinado desses que coloquei no blog e ninguém clica, hoje me chamou atenção.

O título igual de todos os outros que veiculam por aqui: Comunicação digital.

Uma frase padrão, e me preparei para mais um clichê publicitário, que talvez até dê certo pelo relativo desconhecimento popular sobre comunicação na internet.

Mas a frase final surpreendeu. Não se autointitularam (tá certo segundo o acordo ortográfico?) os melhores. Não se disseram pioneiros ou genais. E milagrosamente passaram longe de dizer aquelas duas palavras asquerosas e irrelevantes, que estou cansado de ser obrigado a enfiar nos textos: Comodidade e segurança.

Comodidade e segurança está para a publicidade assim como “frio e calculista” está para a teledramaturgia brasileira, só que muito mais sem graça. Uma pessoa fria e calculista a gente sabe que vai tentar matar o mocinho a qualquer momento e carismaticamente não vai estar nem aí. Já um site/serviço/empresa/produto que proporciona a tal da “Comodidade e segurança”, a gente sabe que é tão ultrapassado, trabalhoso e perigoso, que ler o restante do folheto/anúncio/cartaz vai ser uma tortura.

Eu odeio comodidade e segurança. Talvez essa duplinha, em algum lugar do passado, já tenha atraído clientes para algum lugar, mas hoje em dia é lixo, bosta, inutilidade que só serve para fazer o trabalho ser aprovado com clientes antiquados, falidos e amaldiçoados.

Enfim, voltando ao link patrocinado que motivou o post, em pouquissímas palavras conseguiram chamar o público de ignorante e ao mesmo tempo, provocar o clique.

Achei genial.

Algo de um grosso sarcasmo, instigante, provocador, vendedor e altamente profissional. Essa é a vanguarda da propaganda. Isso que eu gostaria de estar fazendo há muito tempo, mas não existe tal liberdade no interior do Brasil. Talvez nem em outro lugar do país.

O site da empresa possui uma animação retratando um futuro estilo Os Jetsons, mas telefone e e-mail bastavam. Eu pelo menos iria querer saber mais sobre tal empresa abusada. Ter um site de verdade até tirou um pouco do charme das palavras do link patrocinado.

Só gostaria essa comunicação agressiva está dando retorno para a empresa.

Ah, antes que o google reclame, eu não cliquei no adsense do meu próprio site. Curioso, copiei o lick e colei no firefox.

E viva Portugal, e viva Garibaldi, com o cavalo sem espora, o cavalo tropeçou, Garibaldi pulou fora.

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O mundo sem a propaganda.

domingo, abril 5th, 2009

Pra que falar de publicidade? Alguém, em algum lugar do mundo, se importa mesmo com isso?

Imaginemos o mundo sem a propaganda.

Quando as pessoas quisessem vender algo, utilizariam os classificados. Tudo em arial 12, preto no branco, nome do produto e preço. Fotos só seriam vistas em reportagens e álbuns de família. Não existiria manipulação de imagens, ninguém utilizaria óculos de aro grosso ou allstar. “Do caralho” seria apenas um palavrão, e Cannes só mais uma cidadezinha bucólica do litoral da França. As pessoas iriam para Gramado somente em lua de mel, e “criação”, seria apenas o modo como os pais educam os filhos. Títulos voltariam a ser algo nobre, e quanto aos layouts, quem se lembraria deles? Virais não seriam elogiados, mas temidos, e sem guerrilhas, só restaria a paz.

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Utah

sexta-feira, abril 3rd, 2009

O que fazer em uma ensolarada manhã de quinta-feira, sem trabalhos aparentes, enquanto aguardo as doze badaladas da hora do almoço?

Nada melhor que ver campanhas publicitárias no ADS OF THE WORLD, mesmo que muitas sejam plágio, fantasmas ou bizarrices indianas e brasileiras.

Em meio a tantos thumbs sem graça, se destacou uma bela paisagem, com uma mulher levando uma tralha enorme nos ombros.

Uma idéia simples, belas imagens e um texto enxuto. Foi tudo o que a agência Struck precisou para criar uma bela campanha promovendo o turismo no estado de Utah, dizendo para as pessoas deixarem o stress de lado e levarem outra coisa nos ombros.

É a prova de quem é possível utilizar uma grande idéia e mostrar o produto em página inteira.

Achei a peça acima é a melhor das quatro disponíveis no site. Esta é a segunda melhor:

Essa merece a ficha técnica, mesmo que sejam todos americanos:

Advertising Agency: Struck
Executive Creative Director: Steve Driggs
Art Directors: Mark Rawlins, Brandon Knowlden
Copywriters: Ryan Martindale, Nick Driggs
Photographer: Ed McCulloch
Retoucher: Erik Pawassar

Se quiser ver tudo, é só ir lá no Ads of the World.

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Almanaque de Criação de Brasília 2009

quinta-feira, março 19th, 2009

Dia 24/03 (nesta terça) começa a 4º edição do Almanaque de Criação de Brasília, promovido pela DOISNOVEMEIA, agência júnior da UNB. Sempre com profissionais de destaque na publicidade brasileira, o evento é sem dúvidas o melhor do Centro-Oeste, e o único que conheço que promove palestras e debates realmente interessantes.

Não sei o que dizer sobre os profissionais que virão este ano, e não conheço seus recentes ou antigos “cases de sucesso”. Guga Ketzer, da Loducca parece ser o único representante do modelo tradicional da publicidade, que é a realidade de Brasília. Agências como Santa Clara Nitro, Click, Gringo e Hello InteractiveColméia também terão seus representantes, assim como a e a AG_407, que nunca ouvi falar, mas devem estar na crista da onda.

Certamente todos vão acrescentar muito aos participantes, mas me senti mais atraído pelo evento no ano passado. Além do site do Almanaque de Criação 2008 ter ficado mais divertido e detalhado, os convidados eram profissionais que eu realmente queria ouvir, que foram responsáveis pelos maiores destaques da propaganda no ano:

Pude ver as idéias do “Mr.Manson” Wagner Martins, que acompanho desde o início do cocadaboa e que agora é um dos responsáveis e criativos da Espalhe Marketing de Guerrilha.

Aprendi com os causos reais de Aaron Sutton, um dos mais brilhantes redatores do país e sócio da MPM Propaganda, criadora da Rádio Sulamérica Trânsito.

Vi Ulisses Zamboni, planner e sócio da Santa Clara Nitro, detalhar a campanha de reposicionamento do Kuat e falar sobre o Funktube, que agitou o Caldeirão do Huck.

Veja post que fiz ano passado sobre a palestra de Zamboni.

Prestei atenção total em Átila Francucci, que tinha acabado de perder a conta da Schincariol com sua Famiglia, e ainda assim mostrou grande otimismo em exemplos de como a criatividade é vendedora. Ele explicou sobre o modelo de sua agência, que infelizmente fechou as portas, talvez por ser criativa e inovadora demais.

Mesmo com o nervosismo gago de Adriano Cerullo, diretor de criação de Bullet, assim como todos fiquei impressionado com a criatividade e a produção do case Ipod no Palito, para a Kibon.

Enfim, um grande evento, que só não vou se não tiver tempo. E bem que o pessoal da 296 poderia me liberar uma inscrição né!?

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Pajero Full direto da Africa

quarta-feira, março 11th, 2009

O Nizan pode ter pagado mico no Maximídia 2008, e dar uma de maluco de vez em quando, mas sua África não dá ponto sem nó.

A nova campanha da Mitsubishi, a primeira institucional de 2009, traz o Pajero Full com toda a sua qualidade e essência. Depois de mostrarem o top de linha da marca dos três diamantes nos mínimos detalhes, fazem um desfecho genial.

Ainda não encontrei no Youtube, mas você pode assistir no artigo feito pelo CCSP.

Encontraram uma forma de percorrer todo o carro, dizer e mostrar tudo o que é necessário ou exigido pela montadora, e finalizar com uma idéia simples, rápida, marcante e grandiosa. O rinoceronte e os cavalos encaixaram perfeitamente no carro e no seu espírito robusto.

E claro, sem uma produção competente, não teria ficado tão bom.

Uma campanha verdadeiramente 4×4.

A ficha técnica merece ser postada:

FICHA TÉCNICA – FILME:

Agência: Africa
Titulo: Rinoceronte
Anunciante: Mitsubishi Motors do Brasil
Produto: Mitsubishi Pajero Full
Criação: Humberto Fernandez / Flávio Waiteman
Diretores de Criação: Nizan Guanaes / Sergio Gordilho / Marcelo Aragão / Humberto Fernandez / Flávio Waiteman.
Produção/agência: Daniela Andrade / Chico Oliveira
Atendimento: Márcio Santoro / Carolina Barreto / Agatha Nadolsky
Planejamento: Pedro Cruz / Márcia Rosenberg
Mídia: Luiz Fernando Vieira / Fabio Freitas / Eduardo Shinohara
Produtora/filme: Margarida Flores e Filmes
Direção/filme: Christiano Metri
Direção/fotografia: Rhebling Jr
Atendimento: Fabiano Beraldo
Montagem / Edição: Arthur Brito
Finalização/ Pós Produção: Ilegal FX
Produtora/som: Junk /OM
Produção/som: Otavio de Moraes
Locução: Paulinho Ribeiro
Aprovação/cliente: Corinna de Souza Ramos / Renata de Souza Ramos / Letícia Mesquita
Primeira inserção: 06/03/2009

FICHA TÉCNICA – MÍDIA IMPRESSA

Agência: Africa
Anunciante: Mitsubishi Motors do Brasil
Produto: Mitsubishi Pajero Full
Diretores de criação: Nizan Guanaes, Sergio Gordilho, Marcelo Aragão, Flavio Waiteman e Humberto Fernandez
Criação:  Flavio Waiteman e Humberto Fernandez
Atendimento: Marcio Santoro, Carolina Barreto, Agatha Nadolsky e Marina Freitas
Planejamento: Pedro Cruz, Marcia Rosenberg e Marcus Sarkis Calil
Mídia: Luiz Fernando Vieira, Fábio Freitas, Eduardo Shinohara e Rafael Yunes
Fotografia: Platinum
Art Buyer: Patricia Benetti, Andrea Mancini e Stella Forlevizze
Produção gráfica: Luis Carlos Pedrosa e Marcelo Duprat
Aprovação/cliente: Renata de Souza Ramos, Corinna de Souza Ramos e Letícia Mesquita

Informações do CCSP.

ps: A nova linha editorial que me perdoe, mas entrei no site da Mitsubishi e está muito ruim a forma como colocaram o comercial. Somos obrigados a assistir uma lenta animação, e pelo menos no Firefox para mac e no Safari, é impossível controlarmos o vídeo ou esperarmos o seu loading. O danado roda travando de maneira persistente, irritante e impossível de assistir.

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Tchau, linha editoral

quarta-feira, março 11th, 2009

Motivado por um comentário sobre este querido blog no CCSP, também vou entrar na onda mundial da propaganda e começar a elogiar. Mas não vou fazer como a maioria, que elogia qualquer comercial do Magazine Luíza, em busca de prestígio junto aos grandes clientes e agências.

Vou falar bem do que é realmente bom.

Não sei se vou suportar por muito tempo essa “linha editorial” politicamente correta, mas enquanto conseguir, me calarei para as atrocidades mundiais contra a propaganda e só falarei de coisas bonitas.

 

O comentário indignado com minhas verdades foi postado por um certo e serelepe “rui” no Clube de Criação de São Paulo, logo após eu ter dito que não sabia se o novo comercial de varejo da Peugeot era bom ou ruim. Critico tudo, e quando subo no muro sou atacado por ser virulento demais. Enfim, eis a bravata motivadora:

rui - Nivaldo, fica lá no seu site que só fala mal de tudo e deixa as pessoas do bem aqui. não queira contaminar o clubeonline. aliás, dê a mão ao luth e saia por aí, de bar em bar, falando mal de tudo que quiser. só nos deixe em paz.”

Apesar de ter me motivado, como despedida temporária das críticas, vou interpretar o que o ingênuo leitor puxa-saco do CCSP quis dizer.

Fica lá no seu site que só fala mal de tudo - Obrigado por se referir ao Vamos Falar Mal como site, embora eu prefira “Portal”. E ao dizer que falo mal de “tudo”, é você quem chama de lixo toda e qualquer produção publicitária. Já aqui, o tema são só as coisas ruins.

Deixa as pessoas do bem aqui - Creio que você novamente errou na conjugação do imperativo e dos seres humanos. Pessoas do bem para você são os puxa-sacos e baba-ovos das grandes agências? Ou pessoas do bem são apenas aqueles que não tem coragem de dizer o que realmente pensam?

Não queira contaminar o clubeonline - Adoro o CCSP! Ele permite todo e qualquer tipo de comentário, e democracia é algo lindo, principalmente quando falamos sobre propaganda. Contaminação mesmo são os puxa-sacos como você, que mais parecem “spam”, de tantos comentários iguais que fazem.

Saia por aí, de bar em bar, falando mal de tudo que quiser - Isso eu já faço. Adoro conhecer bares e falar mal do que é realmente ruim. Não deixo de criticar e assumir que critico, ao invés de ficar constipado com minhas reais opiniões.

Só nos deixe em paz - Você se refere a você e outros puxa-sacos? Vou continuar lendo o CCSP, que está repleto de bons artigos e pessoas com opiniões sinceras, apesar da praga dos puxa-sacos. Pode ficar babando em quem você quiser, mas saiba que todo mundo percebe. E você vai descobrir que seus inimigos não são os críticos, mas os outros puxa-sacos, todos disputando os mesmos sacos.

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Propaganda no mundo da Lua

quinta-feira, março 5th, 2009

Ou Peugeot 207 parte XVII.

Noticiada pelo CCSP, a nova campanha da Peugeot do Brasil é estranha e com foco em vendas. Criada pela Loducca, mostra ofertas do 307 Sedan e 207 SW, que estão estacionados na Lua, como se fossem da linha Apolo. O locutor também está no nosso querido e iluminado satélite natural, com indumentária de astronauta e discurso de vendedor.

Vá na página do artigo e em “clique aqui” para assistir.

Não sei mais o que pensar da publicidade brasileira. A dupla Peugeot & Loducca, depois da bizarra campanha de lançamento do 207, intitulada “Escute seu corpo”, parece ter aprendido que ser surreal demais serve só pra MTV, e não para construir marcas sérias e vender carros.

Minha opinião realmente está confusa. Gostar eu não gostei, sempre dá pra ter alguma idéia antes de torrar dinheiro por torrar, mas, não sei porque, tenho a impressão que esse comercial dá aos carros a aura da tecnologia e dos preços baixos.

Vá saber…lavo minhas mãos.

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