Posts Tagged ‘criação publicitária’

E nem tudo termina em crítica

quarta-feira, janeiro 28th, 2009

Resolvi dar uma segunda chance e entrei hoje no CCSP.

Ao contrário do Ads Of the World, aqui no site dos criativos nacionais é até possível encontrar trabalho de qualidade, mesmo que vindos do exterior.

Estes são da Fischer América, ou melhor, Fischer Portugal, ora pois, para o Diário Económico.

 

Viram? Propaganda boa não precisa de explicação, e sendo politicamente incorreta, é melhor ainda.

Pisaram nos comunistas e na mediocridade.

Karl Marx, Mao Tsé Tung, Che Guevara e Lênin devem ter se revirado em suas covas.

 

Adam Smith, se acabando de tanto rir.

Adam Smith, se acabando de tanto rir.

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SEMGRASSA (liberdade poética trocadilhesca)

sexta-feira, janeiro 23rd, 2009

Às vezes eu acho que o CCSP fica sem assunto.

Não vou nem culpar a agência encarregada pelo anúncio:

Afinal, quem nunca precisou fazer um anúncio em menos de 3 minutos que atire a primeira pedra.

Essa pode ser a única justificativa para a “criação” de um all type sem graça e sem conteúdo, que por ser de uma cerveja com um nome desses e para o aniversário de uma cidade como São Paulo, tinha os ingredientes perfeitos para uma bela idéia. Será que o tio Olivetto viu?

Mas como disse, isso não importa.

Como é que pode um portal quem tem no nome a palavra “criação”, publicar uma notícia para um anúncio desse nível!? Estaria o CCSP também sem conteúdo?

Sinceramente, um diretor de criação do interior de Roraima só aprovaria tal peça se o prazo estivesse estourado, e a Gazeta de Mandiocal ficaria triste por estragar suas páginas com a pérola. E duvido que o Clube de Criação de Roraima ousaria transformar uma dessas em notícia. 

Francamente…

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Forno a lenha publicidade e propaganda

sexta-feira, janeiro 23rd, 2009

Você já deve ter lido um texto que mostra como o “cliente de agência de propaganda agiria se tratasse todos de quem ele “compra” do mesmo modo que trata a agência.”

É interessante, mas obviamente parcial, feito para ser engraçado para publicitários, coisa que realmente é. E agora, vou tentar fazer aqui uma analogia séria,  que compara a agência com uma pizzaria, ou qualquer negócio, e talvez você entenda que o cliente tem quase sempre razão.

O mestre pizzaiolo da melhor pizzaria da cidade estudou culinária avançada por 9 anos em Nápole, na Itália, onde fez estágio em pizzaria experimental e criativa.

Em sua equipe, está um nutricionista com doutorado em Montreal, que planeja aonde vai entrar cada ckal de queijo, e um picador de calabresa com passagem pelas maiores organizações sicilianas e garçons capazes de atender com requinte as multidões mais chiques e esfomeadas.

As pizzas preparadas são altamente nutritivas e saborosas. Cada azeitona é milimetricamente arranjada sobre o queijo borbulhante, que cobre pedaços de presunto picante, champignons e uma massa divinamente crocante. Ao formularem o cardápio, o nutricionista e o pizzaiolo concluíram que a pizza deveria ter uma pitada de óregano, pois pesquisas de opinião realizadas em mais de 30 países e no próprio bairro, apontam que 81% das pessoas gostam de orégano.

E tal pizza foi escolhida pelo cliente, um chefe de família de classe média alta, levemente grisalho, casado com uma senhora obesa, e pai de um casal de filhos sardentos, sendo que a meninsa é alérgica a presunto defumado. O cliente pediu que metade da pizza viesse sem presunto, e que a outra metade viesse com muçarela de búfala, para tentar deter a expansão corporal de sua amada.

O pizzaiolo sabe que o sabor da muçarela do possante bufalino não combina com sua massa, e que sem o presunto, a outra metade vai ficar sem graça. O garçom, que não é bobo, sabe que a senhora, que não é gorda à toa, vai pegar só o presunto de sua metade e vai atacar o queijo gorduroso da parte das crianças.

Como o menino está em fase de crescimento e criou caso com a pouca comida, pediram uma  portuguesa média com quantidade dobrada de ovos e sem cebola.

A equipe contestou? O pizzaiolo se recusou a seguir a sugestão do cliente? O nutricionista deu escândalo, dizendo que estudou anos em vão? O picador de calabresa foi demitido só porque a moda agora é o presunto? O garçom riu da cara deles?

NÃO!

Eles simplesmente fizeram a pizza, mesmo sabendo que a velha vai ficar mais gorda, que a menina vai acabar no hospital com crise alérgica depois de comer o presunto alheio, que o menino vai ter gases e que o pai vai parcelar a conta em três vezes e pedir um cafezinho grátis.

Eles fizeram porque o trabalho deles não é ganhar o prêmio Fornalha de Ouro, ou tentar empurrar teorias gastronômicas nos clientes. Eles fizeram porque sabem que o cliente conhece o próprio estômago melhor que qualquer phd, que mesmo que o cliente saiba que pode passar mal e se arrepender de certa combinação*, o paladar e o dinheiro são dele. A equipe da pizzaria sabe que provavelmente não fique gostoso ou saudável, e pode até sugerir isso, mas não tem o direito de vomitar teorias, que aliás, não são comestíveis.

Um dia vai chegar um cliente com coragem de encarar a receita com roquefort, agrião e chedar, criada num insight matinal do pizzaiolo, o cliente vai dizer que é a pizza mais gostosa que já comeu na vida, vai contar pra todo mundo e a cantina italiana vai ficar recheada de prêmios.

Mas enquanto isso, seguem criando opções mais aceitas, mesclando combinações perfeitas com as vontades do cliente, com o que ele está acostumado a comer desde criança. Assim, a pizzaria e o estômago dos clientes vão estar sempre cheios, mesmo que metada seja catchup. E ainda esperando o paladar excêntrico chegar, eles podem criar pizzas fantasmas, digo, experimentais, e distribuir aos mendigos da cidade. Coitados.

Mas tudo dá certo porque o cliente sabe que vai se satisfazer, sabe que apesar de não conseguir reprimir suas vontades, ele está comprando em um lugar onde vão tentar adaptar o que é certo e original ao que ele quer. Ele confia nos ingredientes e profissionais da agência, digo, pizzaria!

*Ninguém perguntou, mas pizza minha, seja na pizza hut ou na tradicional contina italiana, sempre vai ser banhada em molho inglês gelada e mostarda provavelmente vencida.

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Fantasmas of the world

quarta-feira, janeiro 21st, 2009

Nos primórdios do Vamos Falar Mal, ainda sob as asas do Wordpress, a maioria do posts criticava anúncios publicados no ads of the world. Nunca fiz muita questão de verificar qual era a do site, mas me esforçava para acreditar que eram anúncios e comerciais reais, que talvez até passassem por algum tipo de seleção.

Mas agora chegou a vez do próprio Ads of the World arder no mármore universal do VFM. Aquela droga de site publica qualquer coisa, não tem o menor critério, permite que qualquer padaria do Cazaquistão coloque suas “coisas” lá. E o pior: uma propaganda pode até ser ruim, talvez uns gostem, outros não, mas para ser propaganda, para uma imagem tratada no photoshop e com um texto em cima ser considerada um anúncio, precisa, acima de tudo, ser veiculada, nem que seja em um folder da ala psiquiátrica de um hospital público na periferia de algum país subdesenvolvido.

E pior ainda (ou não), é que pensam que qualquer porcaria diferente é criativa.

A chance de eu estar falando merda é inversamente proporcional* à possibilidade desses anúncios serem realmente publicados graças ao poder de persuasão do atendimento e ao desapego de algum empresário viciado ou apaixonado pela profissional citada.

Esses anúncios, hora chupadas, hora idiotices, mas sempre desnecessários, estão se proliferando no Ads. Alguns exemplos, que aposto a alma do diretor de arte de que são fantasmas:

 

 

*O ditado matemático está correto no contexto?

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Uma verdadeira pérola da propaganda

segunda-feira, novembro 17th, 2008

Bingo! Eu gostei desta. Da McCann Erickson de Santa Cruz, Bolivia.

O anúncio, bom ou ruim, é o menos relevante deste post. O interessante e grotesco foi descobrir que existe uma McCann Erickson em Santa Cruz de la Sierra. Pensava que tal lugar só servia para a seleção brasileira fazer uns amistosos na altitude de vez em quando.

Viva a criatividade dos súditos de Evo Morales.

Ficha técnica:

Advertising Agency: McCann Erickson, Santa Cruz, Bolivia
Creative Directors: Alejandro Guzmán, Daniel Terrazas
Art Director: Daniel Terrazas
Photographer: Daniel Lama
Published: August 2005

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Fatos sobre Washington Olivetto

sexta-feira, setembro 26th, 2008

O mestre, que ontem sofreu no Superpop da RedeTV! com perguntas e comentários nada brilhantes de Luciana Gimenez, completa 56 anos neste dia 29/09, e merece muitas homenagens. A minha está logo abaixo. É a versão publicitária e brasileira de uma famosa lista.

Com vocês, Washington Luiz Olivetto:

1. Washington Olivetto não escreve um roteiro, ele assina uma obra de arte.

2. Washington Olivetto não mata um leão por dia, ele GANHA um leão por dia, e todos de ouro.

3. O personagem Obelix é baseado em Washington Olivetto, que quando pequeno, caiu num caldeirão de criatividade.

4. Os briefings foram inventados para ajudar todos aqueles que não são Washington Olivetto.

5. Washington Olivetto não faz brainstorm, ele faz brainhurricane.

6. Washington Olivetto finalmente voltou a andar em carros nacionais. Ele tem um Idea.

7. Washington Olivetto tem três porcos: Aten, Di e Mento.

8. Washington Olivetto derruba seus inimigos com insights incisivos.

9. Após fortes dores de cabeça, Washington Olivetto fez um raio-x. Foi detectado que ele possui acúmulo de idéias.

10. “www” é a sigla de “Washington world writer”.

11. Depois de um ano de trabalho, você entra de férias. Washington Olivetto entra em anuários.

12. Um dia Washington Olivetto não pôde ir trabalhar e a agência perdeu sua maior conta. Surgiu aí a expressão “perder por ‘W.O.’”.

13. Washington Olivetto conquistou sua mulher com uma cantada de exatos 30 segundos.

14. Washington Olivetto teve um roteiro reprovado quando era estagiário. Ele disparou um insight, e a agência foi destruída pelo seu fogo criativo.

15. David Ogilvy desafiou Washington Olivetto para ver quem criava o melhor slogan. Olivetto obviamente venceu, e Ogilvy foi devorado por seus próprios cães, da raça “cofap”.

16. Washington Olivetto faz dupla com o melhor diretor de arte do mundo. Ele se chama Alltype.

17. O pneu do carro de Washington Olivetto não fura duas vezes no mesmo lugar.

18. O festival de publicidade de Cannes não aceita mais trabalhos de Washington Olivetto. Alegam que seria como os Beatles tocarem em bailes de formatura.

19. Chuck Norris manda seu portfólio para Washington Olivetto todos os dias, implorando por um estágio, mesmo que seja como segurança.

20. Washington, capital dos EUA, só tem esse nome porque Washington Olivetto achou que os americanos não conseguiriam pronunciar duas palavras.

21. Washington Olivetto conseguiu escapar do cativeiro porque os seqüestradores se distraíram cantando um jingle de sua autoria.

22.  Washington Olivetto nao tem amantes. Ele tem CASES.

23. Google sobre Washington Olivetto: “Você quis dizer: Publicidade”.

Já adicionei duas sugestões de amigos e leitores. Envie uma, que logo será uma das verdades.

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Olivetto a gente nunca esquece

terça-feira, setembro 23rd, 2008

Foi lançado este mês, no restaurante do Museu de Arte Moderna em São Paulo, o livro “O primeiro a gente nunca esquece”, de Washington Olivetto.

Um calhamaço de quase 400 páginas, com posfácio do Boni (ex vice-presidente da Globo) e muitos detalhes do comercial do primeiro sutiã, da Valisère.

Mas isso não interessa.

O que importa para nós publicitários é que a divindade-mor da criação foi reverenciada e acariciada por beldades mortais.

Vejam como a atriz Mariana Ximenez se curva diante de Olivetto. Reparem em sua feição de puro desdém, de quem sabe que a bela não faz mais que a obrigação:

Além de Ximenez e Paula Burlamaqui, que na foto aparece na fila, também prestaram suas devidas homenagens Maitê Proença, Cleo Pires e muitas outras. Todas levaram seu primeiro sutiã para ser autografado pela pela pomposa e premiada mão do publicitário.

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