Posts Tagged ‘gostosas seminuas’

Forno a lenha publicidade e propaganda

sexta-feira, janeiro 23rd, 2009

Você já deve ter lido um texto que mostra como o “cliente de agência de propaganda agiria se tratasse todos de quem ele “compra” do mesmo modo que trata a agência.”

É interessante, mas obviamente parcial, feito para ser engraçado para publicitários, coisa que realmente é. E agora, vou tentar fazer aqui uma analogia séria,  que compara a agência com uma pizzaria, ou qualquer negócio, e talvez você entenda que o cliente tem quase sempre razão.

O mestre pizzaiolo da melhor pizzaria da cidade estudou culinária avançada por 9 anos em Nápole, na Itália, onde fez estágio em pizzaria experimental e criativa.

Em sua equipe, está um nutricionista com doutorado em Montreal, que planeja aonde vai entrar cada ckal de queijo, e um picador de calabresa com passagem pelas maiores organizações sicilianas e garçons capazes de atender com requinte as multidões mais chiques e esfomeadas.

As pizzas preparadas são altamente nutritivas e saborosas. Cada azeitona é milimetricamente arranjada sobre o queijo borbulhante, que cobre pedaços de presunto picante, champignons e uma massa divinamente crocante. Ao formularem o cardápio, o nutricionista e o pizzaiolo concluíram que a pizza deveria ter uma pitada de óregano, pois pesquisas de opinião realizadas em mais de 30 países e no próprio bairro, apontam que 81% das pessoas gostam de orégano.

E tal pizza foi escolhida pelo cliente, um chefe de família de classe média alta, levemente grisalho, casado com uma senhora obesa, e pai de um casal de filhos sardentos, sendo que a meninsa é alérgica a presunto defumado. O cliente pediu que metade da pizza viesse sem presunto, e que a outra metade viesse com muçarela de búfala, para tentar deter a expansão corporal de sua amada.

O pizzaiolo sabe que o sabor da muçarela do possante bufalino não combina com sua massa, e que sem o presunto, a outra metade vai ficar sem graça. O garçom, que não é bobo, sabe que a senhora, que não é gorda à toa, vai pegar só o presunto de sua metade e vai atacar o queijo gorduroso da parte das crianças.

Como o menino está em fase de crescimento e criou caso com a pouca comida, pediram uma  portuguesa média com quantidade dobrada de ovos e sem cebola.

A equipe contestou? O pizzaiolo se recusou a seguir a sugestão do cliente? O nutricionista deu escândalo, dizendo que estudou anos em vão? O picador de calabresa foi demitido só porque a moda agora é o presunto? O garçom riu da cara deles?

NÃO!

Eles simplesmente fizeram a pizza, mesmo sabendo que a velha vai ficar mais gorda, que a menina vai acabar no hospital com crise alérgica depois de comer o presunto alheio, que o menino vai ter gases e que o pai vai parcelar a conta em três vezes e pedir um cafezinho grátis.

Eles fizeram porque o trabalho deles não é ganhar o prêmio Fornalha de Ouro, ou tentar empurrar teorias gastronômicas nos clientes. Eles fizeram porque sabem que o cliente conhece o próprio estômago melhor que qualquer phd, que mesmo que o cliente saiba que pode passar mal e se arrepender de certa combinação*, o paladar e o dinheiro são dele. A equipe da pizzaria sabe que provavelmente não fique gostoso ou saudável, e pode até sugerir isso, mas não tem o direito de vomitar teorias, que aliás, não são comestíveis.

Um dia vai chegar um cliente com coragem de encarar a receita com roquefort, agrião e chedar, criada num insight matinal do pizzaiolo, o cliente vai dizer que é a pizza mais gostosa que já comeu na vida, vai contar pra todo mundo e a cantina italiana vai ficar recheada de prêmios.

Mas enquanto isso, seguem criando opções mais aceitas, mesclando combinações perfeitas com as vontades do cliente, com o que ele está acostumado a comer desde criança. Assim, a pizzaria e o estômago dos clientes vão estar sempre cheios, mesmo que metada seja catchup. E ainda esperando o paladar excêntrico chegar, eles podem criar pizzas fantasmas, digo, experimentais, e distribuir aos mendigos da cidade. Coitados.

Mas tudo dá certo porque o cliente sabe que vai se satisfazer, sabe que apesar de não conseguir reprimir suas vontades, ele está comprando em um lugar onde vão tentar adaptar o que é certo e original ao que ele quer. Ele confia nos ingredientes e profissionais da agência, digo, pizzaria!

*Ninguém perguntou, mas pizza minha, seja na pizza hut ou na tradicional contina italiana, sempre vai ser banhada em molho inglês gelada e mostarda provavelmente vencida.

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Campanha do Peugeot 207 - Agora vai!

sexta-feira, setembro 19th, 2008

Ainda não vi o vt, mas pelo que li no CCSP, a continuidade da campanha de lançamento do Peugeot 207 tem tudo para dar certo.

Deixaram os imbecis elementos abstratos de lado, e rezando pela cartilha, colocaram uma gostosa seminua.

Segundo Reinaldo Sifferto, diretor de comunicação da montadora, no comercial protagonizado por Flávia Alessandra de camisola, a intenção é “explorar mais diretamente o produto em si”.

Sobre o primeiro comercial, Reinaldo disse que se trata de uma “ilustração conceitual dos sentidos do corpo humano, relacionada às emoções”. Ou seja, conseguiram enganá-lo!

Como a imagem do vt está muito pequena, disponibilizo uma foto melhor da protagonista:

Com uma campanha repleta de “atributos”, as vendas do 207 vão bombar. Se você discorda, pode preparar sua barra de ferro, suas roupinhas sadomasoquistas e partir pra pole-dance, porque de propaganda você não entende nada.

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Papo Universal

sexta-feira, agosto 29th, 2008

Comentário que recebi ontem aqui no blog, após um comentário que fiz no papo de homem:

Olha, não sei se foi você que fez um comentario no site papodehomem.com.br, dizendo que publicitário não é cirurgião. Caso seja, lamento muito por você. Primeiro, por jogar contra sua própria profissão. Claro que não somos cirurgiões. Mas tenha dó! Dizer que quase todo mundo pode fazer o que fazemos, é ridículo. Ou talvez, não seja tanto, talvez seu “trabalho” que seja tão medíocre. Imagino que você pense que “quase todo mundo” é capaz de planejar a comunicação de uma grande empresa. Como aconteceu com a antiga Schincariol, que hoje é a 3ª cerveja mais vendida no Brasil, depois que alguém, como “quase todo mundo” criou e planejou sua mudança de postura com o famoso “Experimenta”…bem…não vou ficar mais perdendo meu tempo, mas fui obrigado a vir aqui escrever isso depois do que li. Realmente, de profissionais como você, “quase todo mundo” fazer o seu trabalho.

Assinado: Cléo

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Então, Cléo, vou responder cada uma de suas agressões.

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1. Sim, fui eu que fiz o comentário.

2. Nunca jogo contra minha profissão. Faço críticas sempre buscando os erros e indicando caminhos.

3. Ter “dó”? Não tenho pena nenhuma da mediocridade.

4. Se sou um profissional medíocre ou não, não vem ao caso.

5. Não penso que “quase todo mundo” conseguiria planejar uma campanha. Planejamento é a área que mais admiro na propaganda, apesar de também fazer suas bobagens. O problema é quando não conseguem ou são impedidos de segui-lo. O grande exemplo disso é o case Kuat.

6. A Schincariol pode ser a cerveja mais vendida do mundo, mas vai continuar sendo a segunda pior, já que em matéria de gosto ruim e dor de cabeça posterior é impossível superar a Kaiser. Para uma propaganda ter eficácia total, o produto precisa ter qualidade.

7. O “Experimenta” realmente foi um fenômeno, mas o CONAR tratou de impedir sua continuidade. A derrocada da propaganda não é só culpa dos criativos, é culpa da classe, que aceita leis ridículas, limitações estúpidas e verbas medíocres. Nesse grupo eu me incluo, infelizmente.

8. Foi “obrigado” a escrever? Das duas uma: ou você é um homem com nome de mulher ou é uma mulher semi-analfabeta.

E o que disse não serve só para publicidade. Pense além desse mundinho, não limite seus raciocínios, todo trabalho é igual: quase todo mundo consegue fazer, e mesmo quem faz não sabe o que está fazendo. Todo mundo sabe arrancar um dente, receitar xarope para crianças com “virose”. Todo mundo entende um pouco de leis, e quase qualquer um pode pegar uma régua e projetar uma casa. A casa feita por um “leigo” pode cair, mas nem um engenheiro tem 100% de certeza do que faz.

Se Einstein era ruim de matemática, se o maior publicitário do Brasil nem formado é, se um homem negro e de nome árabe pode ser eleito presidente do país mais preconceituoso do mundo, não duvide se a faxineira for capaz de fazer seu trabalho melhor que você.

Barack Hussein Obama Junior

Barack Hussein Obama Junior

ps: Viu, coleguinhas designers, artistas e diretores de arte, poupei vocês dessa vez. Mas aguardem!

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Perfeito

segunda-feira, junho 23rd, 2008

Não naveguei pelo site. Não prestei atenção em nada. Não analisei o embasamento ou o propósito de nada. Não vi mais nada da campanha, que certamente está rolando por aí. E só acessei este Angels Axe porque recebi o link para um vídeo no youtube. E só cliquei no link porque a fonte (Valeu Roma!) sempre manda coisas realmente legais. E ao ver o vídeo nem reparei no título da Axe.

Até alguém me mostrar o nome “Axe”, ingenuamente devo ter imaginado que duas gostosas desocupadas, pra aliviar o tédio, colocaram lingerie e foram sacanear a famosa animação:[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=lyjq9RJ-_yM]

Aproveitando que estou bondoso hoje, vou repetir o que faz uma propaganda ficar boa. Top 7, na ordem de importância:

1. Gostosas seminuas combinadas com grande idéias*.

2. Cachorros fofos e grandes idéias.

3. Gostosas seminuas e cachorros fofos.

4. Gostosas seminuas.

5. Cachorros fofos.

6. Jingles geniais com algumas gostosas rebolando.

7. Grandes idéias.

*Observção: Usar gostosas e cachorros não é um grande idéia. É apenas competência.

Se for pra fazer viral, que faça gostoso. By AXE:

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=MA4xwXMpPgY]

Você, amigo empresário, também não queria um desses para a sua empresa?

E uma dessas?

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