Posts Tagged ‘marketig de guerrilha’

O mundo sem a propaganda.

domingo, abril 5th, 2009

Pra que falar de publicidade? Alguém, em algum lugar do mundo, se importa mesmo com isso?

Imaginemos o mundo sem a propaganda.

Quando as pessoas quisessem vender algo, utilizariam os classificados. Tudo em arial 12, preto no branco, nome do produto e preço. Fotos só seriam vistas em reportagens e álbuns de família. Não existiria manipulação de imagens, ninguém utilizaria óculos de aro grosso ou allstar. “Do caralho” seria apenas um palavrão, e Cannes só mais uma cidadezinha bucólica do litoral da França. As pessoas iriam para Gramado somente em lua de mel, e “criação”, seria apenas o modo como os pais educam os filhos. Títulos voltariam a ser algo nobre, e quanto aos layouts, quem se lembraria deles? Virais não seriam elogiados, mas temidos, e sem guerrilhas, só restaria a paz.

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Versão brasileira, rebétivision.

sexta-feira, junho 6th, 2008

Lá vou eu novamente trair os princípios do blog, embora não completamente. Parti para uma segunda fonte de pesquisa, com trabalhos infinitamente superiores aos que são noticiados no site do Clube de Criação de São Paulo, o Ads of the World.

Não sei para qual país e nem para qual público é dirigido a peça, quefoi feita em inglês por uma equipe brasileira. O cliente é a Herbert Richers, ou “rébetvision”, como eu e todos que conheço pronunciavam quando crianças, e como alguns falam até hoje.

O grande diferencial da peça é o impacto inicial. Como todo mundo sabe, cachorros e mulheres de bíquini glorificam qualquer anúncio, e fazem sucesso entre homens, mulheres, jovens, crianças e idosos. Uma gostosa seminua na maioria das vezes dá mais retorno do que idéias geniais amparadas por virais, guerrilha, promocional e o escambau. Enfim, eles mandaram muito bem com esse quase beijo entre lésbicas boas. Só com isso já marcam 6 pontos. A fala do balão desperta ainda mais a curiosidade e já aumenta a nota do trabalho para 8. Mas pra variar a direção de arte cagou na idéia. Com todo respeito ao profissional, que certamente está entre os melhores do país, ficar seguindo modinha é degradante. Texto minúsculo e imagem cortada de um jeito muito esquisitão. Acho que dava pra pensar em uma solução melhor para a idéia.

Não é nada pessoal, é um manifesto contra a classe. Enfim, eis o trabalho:

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