Em criação da F/Nazca S&S para a Nike, um canarinho mija (ninguém urina ou faz xixi para impor alguma coisa) em uma árvore na África do Sul, numa forma irreverante e marcante de dizer que nossa seleção marcou o território, que sediará a próxima Copa do Mundo.
Além de veículos tradicionais como Folha de São Paulo e o Globo, peças com o canarinho estarão em metrôs e banheiros de São Paulo e Rio de Janeiro.
Depois da bizarra criação ilustrada da DPZ para a Vivo, foi bom ver algo de crua e simples criatividade, assim como o futebol da Seleção Brasileira.
A leitora “Pocahontas” parece ter resolvido o problema de metade do mundo, e veio ao blog dizer quem canta Stand by me no comercial do SpaceFox.
Pois bem, o cachorro-peixe apronta suas peripécias ao som da famosa música na voz de um certo J. J. Jackson. É o que também dizem em alguns fóruns internet afora.
Não encontrei clipes dele, muito menos cantando a versão da música de Ben E. King, que ficou famosa na voz do beatle John Lennon.
ps.: Que droga, escrevi como se fosse algum jornalista medíocre dono de alguma estúpida coluna de crítica musical. Desculpe!
Já deve estar quase deixando de ser veiculado, mas cada vez que passa, eu gosto mais do comercial do Space Fox.
Eles utilizaram de maneira brilhante fórmulas clássicas de propaganda. Um bicho de estimação inteligente, divertido e amigo, o “cachorro peixe”, belas paisagens e um ator feio com cara de engraçado, tudo ao som do clássico Stand by me. De arrepiar e deixar todo mundo com vontade de comprar o carro.
Além de um lindo comercial, é um belo exemplo de que quando se cria pensando na aprovação do público, e não do cliente, os resultados são muito melhores. E a Volkswagen também tem um enorme mérito. Certamente custou caro para dar vida ao mascote, que parece não ter nada de virtual. Eles devem ter se segurado para não “pedir” algo no clima Fábio Júnior, como comerciais da Fiat (ou deveria se chamar “jequiti“?), ou na onda pós-moderna, nada “bacana” que a a Ford adotou para lançar o seu grotesco KA.
-Repararam no cachorro peixe mijando em uma pedra no fundo do mar?
-Repararam no finalzinho, quando ele come sua ração que está na mesinha dobrável do banco de trás?
-Você já se emocionou com propaganda on-line? Essa por exemplo, se transformaria em algo do tipo “Passe o mouse e transforme o peixe em cachorro”. Não existe nada mais frio que a web.
-Também acham ridículo a VW adotar a alemão e assinar “DAS AUTO”?
Eu nunca tinha visto um comercial postado no youtube com tantos comentários positivos. Muita gente querendo um bicho igual, outros querendo encontrar essa versão de Stand by me (que aliás, está realmente difícil de achar) e puquíssimos críticos, que nem sabe o que estãos falando.
Alguns comentários:
“Mt bom o comercial, c/ certeza o melhor do ano!!!”
“Que propaganda bacana. Finalmente algo criativo realmente no mundo da tv. Quero um cachorro peixe!!!!”
“foda, mto foda…quem teve a ideia e tbem quem fez a computação tem q ganhar mta grana mesmo…parabens…”
“Ta dificil descobrir quem canta essa versão de Stand By me. Muito boa. Quen souber avisa. E eu me amarrei nesse comercial!”
-Gustavo Sarkis e Renato Fernandez, criadores da campanha, devem usar adidas e óculos com armação de aro grosso, mas fizeram o melhor comercial do ano.
-Uma pena o comercial ter sido dirigido e animado por argentinos, da Rebolucion e da Bitt Animation, respectivamente. O trabalho ficou ótimo, e talvez tenha ficado bom justamente por não ter sido feito no Brasil. Por aqui colocariam uma imagem amarelada e músicas sem sentido, como nos comerciais do Kuat e da Motorola. Tiraram os méritos do Brasil, mas estão de parabéns.
-”O hotsite que entra no ar na próxima segunda-feira (8), mostrará o SpaceFox em seus detalhes e acessórios.”. Aposto que vai levar meia hora para terminar a droga do ‘loading’.
Depois desse comercial, eu acredito que a publicidade tem salvação.
Lendo um jornal dos nossos vecinos, vi um anúncio do tipo que não estamos acostumados a fazer ou ver por aqui.
Guardadas as devidas proporções, me fez lembrar do filme Crazy People - Muito Loucos, que conta a história de um publicitário que começa a dizer a verdade nas propagandas, é demitido, internado, e juntamente com os colegas de hospício, começa a fazer sucesso e atrair clientes com suas sinceras pérolas publicitárias.
Eu acredito que dizer a verdade pode dar muito certo.
Dizer para voar em tal compahia aérea porque seus aviões caem menos que dos concorrentes pode dar certo. Dizer para as pessoas comprarem em tal site, que apesar de ter a entrega mais demorada, entrega os produtos sempre sem defeitos, pode dar certo.
Fazer isso é se mostrar uma empresa humana, que apesar de ter defeitos, como todas as outras, possui qualidades. Encontrar coragem para fazer isso é que é complicado.
ps: A propaganda de varejo em espanhol, para garantir a “cafonice vendedora” da “peça”, acaba utilizando muito mais pontos de exclamação que os nossos varejeiros.
Bingo! Eu gostei desta. Da McCann Erickson de Santa Cruz, Bolivia.
O anúncio, bom ou ruim, é o menos relevante deste post. O interessante e grotesco foi descobrir que existe uma McCann Erickson em Santa Cruz de la Sierra. Pensava que tal lugar só servia para a seleção brasileira fazer uns amistosos na altitude de vez em quando.
Viva a criatividade dos súditos de Evo Morales.
Ficha técnica:
Advertising Agency: McCann Erickson, Santa Cruz, Bolivia
Creative Directors: Alejandro Guzmán, Daniel Terrazas
Art Director: Daniel Terrazas
Photographer: Daniel Lama
Published: August 2005
“Pesquisadores da Universidade de Nova York garantem que Clark Gable, Cary Grant, Spencer Tracy, Joan Crawford, John Wayne, Bette Davis e Betty Grable receberam dinheiro para promover o tabagismo.”
Grande novidade.
A notícia sobre a “descoberta” de que atores e estúdios de Hollyood recebia dinheiro em troca de alguns cigarros nos filmes só pode ser piada. Isso já não era conhecimento popular mundial?
O filme Obrigado por Fumar, de uns dois anos atrás, trata disso de maneira irônica e bem-humorada, e mostra como a indústria do cigarro talvez esteja agindo por debaixo dos panos até hoje.
Não sou fumante, mas sinto saudade das propagandas de cigarro. Se não fosse por elas faltaria material de qualidade para estudar algumas matérias no curso de publicidade.
Para que crianças e jovens não se sintam motivados a enfumaçar os pulmões, deveríamos ter a opção, nas nossas Tv’s, de vetar ou não os comerciais de tabaco. É muito egoísmo das leis pensar apenas na saúde das pessoas.
Como ficam os apaixonados por propaganda e os fumantes inveterados que nem pensam em largar o vício?
Encontrei alguns anúncios, antigos ou nem tanto, que são exemplos dessa propaganda moleque que conquistou tantos pulmões:
Ultimamente nos acostumamos (cof, cof!) tanto com propagandas abstratas, virais que não proliferam, sites que não conseguimos navegar e milhões de coisas estúpidas, que um anúncio simples e bom pode parece ruim em uma primeira olhada. Como este:
A assinatura está num lugar diferente do padrão, o texto é pequeno, mas nem tanto, e o rato Muffin é uma obra-prima da direção de arte. Até parece que foi mesmo prensado ali.
O título do colega redator gringo, vulgo copywriter, um tal de “Anton Jaya”, é genial. Em portugês, algo como “você come o que você toca”. Para anunciar o que penso ser um sabonete, nada acertaria mais em cheio as pessoas porcas, as pessoas “normais” e, principalmente, os fanáticos por higiene
Engraçado é que o outro anúncio da campanha ficou mal feito, e confesso não ter entendido:
Só para encerrar a novela “Campanha de lançamento do Peugeot 207 no Brasil”, o comercial nada criativo mas incrivelmente vendedor, com a atriz global Flávia Alessandra:
Dessa vez o “escute seu corpo” fez até um pouco de sentido. Já o iglu vermelho…