A leitora “Pocahontas” parece ter resolvido o problema de metade do mundo, e veio ao blog dizer quem canta Stand by me no comercial do SpaceFox.
Pois bem, o cachorro-peixe apronta suas peripécias ao som da famosa música na voz de um certo J. J. Jackson. É o que também dizem em alguns fóruns internet afora.
Não encontrei clipes dele, muito menos cantando a versão da música de Ben E. King, que ficou famosa na voz do beatle John Lennon.
ps.: Que droga, escrevi como se fosse algum jornalista medíocre dono de alguma estúpida coluna de crítica musical. Desculpe!
Já deve estar quase deixando de ser veiculado, mas cada vez que passa, eu gosto mais do comercial do Space Fox.
Eles utilizaram de maneira brilhante fórmulas clássicas de propaganda. Um bicho de estimação inteligente, divertido e amigo, o “cachorro peixe”, belas paisagens e um ator feio com cara de engraçado, tudo ao som do clássico Stand by me. De arrepiar e deixar todo mundo com vontade de comprar o carro.
Além de um lindo comercial, é um belo exemplo de que quando se cria pensando na aprovação do público, e não do cliente, os resultados são muito melhores. E a Volkswagen também tem um enorme mérito. Certamente custou caro para dar vida ao mascote, que parece não ter nada de virtual. Eles devem ter se segurado para não “pedir” algo no clima Fábio Júnior, como comerciais da Fiat (ou deveria se chamar “jequiti“?), ou na onda pós-moderna, nada “bacana” que a a Ford adotou para lançar o seu grotesco KA.
-Repararam no cachorro peixe mijando em uma pedra no fundo do mar?
-Repararam no finalzinho, quando ele come sua ração que está na mesinha dobrável do banco de trás?
-Você já se emocionou com propaganda on-line? Essa por exemplo, se transformaria em algo do tipo “Passe o mouse e transforme o peixe em cachorro”. Não existe nada mais frio que a web.
-Também acham ridículo a VW adotar a alemão e assinar “DAS AUTO”?
Eu nunca tinha visto um comercial postado no youtube com tantos comentários positivos. Muita gente querendo um bicho igual, outros querendo encontrar essa versão de Stand by me (que aliás, está realmente difícil de achar) e puquíssimos críticos, que nem sabe o que estãos falando.
Alguns comentários:
“Mt bom o comercial, c/ certeza o melhor do ano!!!”
“Que propaganda bacana. Finalmente algo criativo realmente no mundo da tv. Quero um cachorro peixe!!!!”
“foda, mto foda…quem teve a ideia e tbem quem fez a computação tem q ganhar mta grana mesmo…parabens…”
“Ta dificil descobrir quem canta essa versão de Stand By me. Muito boa. Quen souber avisa. E eu me amarrei nesse comercial!”
-Gustavo Sarkis e Renato Fernandez, criadores da campanha, devem usar adidas e óculos com armação de aro grosso, mas fizeram o melhor comercial do ano.
-Uma pena o comercial ter sido dirigido e animado por argentinos, da Rebolucion e da Bitt Animation, respectivamente. O trabalho ficou ótimo, e talvez tenha ficado bom justamente por não ter sido feito no Brasil. Por aqui colocariam uma imagem amarelada e músicas sem sentido, como nos comerciais do Kuat e da Motorola. Tiraram os méritos do Brasil, mas estão de parabéns.
-”O hotsite que entra no ar na próxima segunda-feira (8), mostrará o SpaceFox em seus detalhes e acessórios.”. Aposto que vai levar meia hora para terminar a droga do ‘loading’.
Depois desse comercial, eu acredito que a publicidade tem salvação.
Tanto critico a internet “2.0″, as campanhas “interativas” e o fim da propaganda moleque, mas agora fiquei triste com a Semp Toshiba por motivos completamente opostos. Acho que me acostumei com essa droga toda que está por aí.
Não tenho nenhum produto da Semp Toshiba e não sei como falar nada da qualidade da empresa, já sua comunicação tem razões de sobra pra ser criticada.
É notícia lá no CCSP a campanha “Um país chamado Semp Toshiba”, criada pela Talent. Com foco na história do grupo, eles fizeram uma campanha antiquada, pelo menos no que vi. Como é uma terrível odisséia conseguir assistir os vídeos postados pelo Clube de Criação de São Paulo, só posso comentar os anúncios.
Três páginas, títulos gigantes e uma “arte” que parece feita no Power Point. Se tivesse sido criado nas décadas de 70 ou 80, teria faturado no mínimo 15 leões em Cannes e alçaria os criadores ao panteão da publicidade brasileira. Nos anos 90, enriqueceria a agência e a dupla criativa, que logo abriria um “bureau” de idéias.
Mas hoje, quase na segunda década dos anos 2000, no máximo seria escolhida para o anuário do Clube de Criação de Roraima. Isso hipoteticamente pensando que vivemos em uma sociedade justa e honesta.
Entretanto, em comparação com o site da empresa, a campanha está linda, criativa e ultra moderna.
E eu, que tanto critiquei a internet 2.0, os sites 100% em flash, a interação em detrimento do informação, agora estou achando ruim, feio e sem graça um site leve e de fácil navegação.
Maldita convivência com layouts lindos e animações engraçadinhas!