Posts Tagged ‘propagandas ruins’

Propagandas ruins Amil

quinta-feira, julho 16th, 2009

A Amil, empresa de planos de saúde, lançou novo comercial. Não vou dizer as atrocidades e os xingamentos habituais. Já estão fazendo isso Twitter e internet afora.

Eu particularmente vejo mais problemas na atuação e na direção do filme do que na criação, que é genérica. Qualquer idéia, por mais estúpida que seja, pode livrar-se do ridículo se produzida com carinho.

Alguém se responsabiliza e dá a cara a tapa?

Bookmark e Compartilhe

Propaganda no mundo da Lua

quinta-feira, março 5th, 2009

Ou Peugeot 207 parte XVII.

Noticiada pelo CCSP, a nova campanha da Peugeot do Brasil é estranha e com foco em vendas. Criada pela Loducca, mostra ofertas do 307 Sedan e 207 SW, que estão estacionados na Lua, como se fossem da linha Apolo. O locutor também está no nosso querido e iluminado satélite natural, com indumentária de astronauta e discurso de vendedor.

Vá na página do artigo e em “clique aqui” para assistir.

Não sei mais o que pensar da publicidade brasileira. A dupla Peugeot & Loducca, depois da bizarra campanha de lançamento do 207, intitulada “Escute seu corpo”, parece ter aprendido que ser surreal demais serve só pra MTV, e não para construir marcas sérias e vender carros.

Minha opinião realmente está confusa. Gostar eu não gostei, sempre dá pra ter alguma idéia antes de torrar dinheiro por torrar, mas, não sei porque, tenho a impressão que esse comercial dá aos carros a aura da tecnologia e dos preços baixos.

Vá saber…lavo minhas mãos.

Bookmark e Compartilhe

Movidos a dinheiro

sábado, fevereiro 28th, 2009

O CCSP divulgou campanha da Neogama/BBH para o GP Latino-Americano do Jockeys Club. Dentre as peças da campanhas estão anúncios, cartazes, totens, painéis e e-mail marketing, chamando para o evento, no Jockey Club de São Paulo.

Mas o que o Vamos Falar Mal tem a ver com isso? Afinal, a campanha já foi feita e aprovada e o CCSP já está fazendo a divulgação dele no nosso minúsculo meio publicitário, não é mesmo!?

Acontece que a idéia da campanha é muito estranha, para não dizer grotesca.

Não sei exatamente qual o público alvo da empreitada, logo da campanha, mas mesmo que sejam apenas velhos sorvinas, viciados em apostas, anões capitalistas e a alta sociedade falida ou emergente, não justifica a idéia cruel adotada pelos publicitários. Nem mesmo o prêmio, que promete ser milionário, pode salvar os responsáveis pela bobagem.

O jóquei é retratado como um boneco imbecil, fantoche dos apostadores, plastificado, retardado e desprovido de sentimentos. O cavalo, animal que há séculos nunca se revoltou em servir aos objetivos humanos, e muitas vezes é cruelmente utlizado como trator, dessa vez não teve apenas o lobo ferido, teve a moral machucada. Como se o seu combustível fosse apenas dinheiro, e não ração, capim e bons tratos, e seu interior, apenas um motor de aço, e pulmões sofridos e um coração.

Eu preferia apenas ter dito que a direção de arte está descuidada e infantil, e que o texto e o background estão pobres, mas a idéia que o anúncio traz machuca muito mais.

Não é a idéia do blog defender nada. Direitos de humanos, animais e publicitários nunca foi o foco do Vamos Falar Mal. Longe de mim querer ser fanático por qualquer coisa, mas acho que se expressaram muito mal, ainda mais com um tema diferente assim, que permite inúmeras idéias, divertidas, ousadas ou apenas vendedoras.

Façam humor-negro, humilhem as minorias, as maiorias, sejam politicamente incorretos, critiquem religiões, políticos, personalidades, desconhecidos ou o própria mãe, mas fazer um coisa feia, sem graça, sem conteúdo e ofensiva dessas é não ter noção de nada.

Bookmark e Compartilhe

Fantasmas of the world

quarta-feira, janeiro 21st, 2009

Nos primórdios do Vamos Falar Mal, ainda sob as asas do Wordpress, a maioria do posts criticava anúncios publicados no ads of the world. Nunca fiz muita questão de verificar qual era a do site, mas me esforçava para acreditar que eram anúncios e comerciais reais, que talvez até passassem por algum tipo de seleção.

Mas agora chegou a vez do próprio Ads of the World arder no mármore universal do VFM. Aquela droga de site publica qualquer coisa, não tem o menor critério, permite que qualquer padaria do Cazaquistão coloque suas “coisas” lá. E o pior: uma propaganda pode até ser ruim, talvez uns gostem, outros não, mas para ser propaganda, para uma imagem tratada no photoshop e com um texto em cima ser considerada um anúncio, precisa, acima de tudo, ser veiculada, nem que seja em um folder da ala psiquiátrica de um hospital público na periferia de algum país subdesenvolvido.

E pior ainda (ou não), é que pensam que qualquer porcaria diferente é criativa.

A chance de eu estar falando merda é inversamente proporcional* à possibilidade desses anúncios serem realmente publicados graças ao poder de persuasão do atendimento e ao desapego de algum empresário viciado ou apaixonado pela profissional citada.

Esses anúncios, hora chupadas, hora idiotices, mas sempre desnecessários, estão se proliferando no Ads. Alguns exemplos, que aposto a alma do diretor de arte de que são fantasmas:

 

 

*O ditado matemático está correto no contexto?

Bookmark e Compartilhe

Uma verdadeira pérola da propaganda

segunda-feira, novembro 17th, 2008

Bingo! Eu gostei desta. Da McCann Erickson de Santa Cruz, Bolivia.

O anúncio, bom ou ruim, é o menos relevante deste post. O interessante e grotesco foi descobrir que existe uma McCann Erickson em Santa Cruz de la Sierra. Pensava que tal lugar só servia para a seleção brasileira fazer uns amistosos na altitude de vez em quando.

Viva a criatividade dos súditos de Evo Morales.

Ficha técnica:

Advertising Agency: McCann Erickson, Santa Cruz, Bolivia
Creative Directors: Alejandro Guzmán, Daniel Terrazas
Art Director: Daniel Terrazas
Photographer: Daniel Lama
Published: August 2005

Bookmark e Compartilhe

Ônibus azul, velho e decadente

quarta-feira, agosto 20th, 2008

Falei mal do Brainstorm#9 e acabei voltando atrás logo depois que o autor disparou uma audaz crítica contra uma grande anunciante. Mas desta vez é impossível a redenção da vítima: o Bluebus.

Como pode um site que há anos é referência em comunicação, que sempre se antecipa a todos os outros meios, manter no ar uma página tão feia, mal organizada e tosca?

Eles fazem artigos sobre cinema, comportamento, marketing, usabilidade, interação, promoção, e pasmem, comentam até sobre internet. Portais, hotsites, promoções e campanhas on-line de todo o planeta são apresentadas ao mundo pelo Bluebus. Se tornaram referência, mas não adequam o próprio site ao mundo moderno, à famosa web 2.0.

Admiro quem não se entrega ao fenômeno FLASH e preza pelo conteúdo, mas mesmo sem animações inconvenientes, o Bluebus não é nada funcional. Apesar de estar sempre na boca do mundinho da propaganda, nunca tive paciência de ler aquilo, que realmente deve publicar coisas interessantes. É tudo tão azul e repleto de links confusos que embaralha a visão.

Há muito eles fugiram da própria descrição inicial, que talvez lá em meados da década de 90 justificasse o formato:

“Blue Bus, fundado em 1995, nao tem outra pretensao intelectual ou pratica do que, como um ônibus, ‘levar as pessoas aos lugares’, através de notas curtas e links, como um ‘guia’ diario instalado basicamente sobre o assunto ‘midia’, mas tambem colecionando informaçoes.”.

Contra a corrente e a favor de uma boa organização, eu fujo desse ônibus azul empoeirado. Talvez a única solução seja mandar pro lata velha, do Caldeirão Assistencialista do Huck.

Finjam que a combi é um ônibus e que a ferrugem é poeira. Se bem que "enferrujado" também serve pro Bluebus.

Ok, isso é uma combi enferrujada. Mas ilustra muito bem!

PS: Acabei de ver que não fui o primeiro blogueiro semi-sério do país a criticar o Bluebus. O br#9 ironizou o conteúdo do ônibus, que ainda foi chamado de puta barata mercenário por um outro sujeito.

Bookmark e Compartilhe

Frontlight backidea

terça-feira, agosto 12th, 2008

Pra quem não sabe, “frontlight” é um outdoor mais ajeitado, iluminado pela frente, que apesar de lindo e eficiente para a propaganda, é proibido em cidades com São Paulo e Brasília. Desculpe explicar o que você já sabe, mas eu precisava fazer essa introdução para contar e mostrar o que vi esse final de semana.

Estava passando por uma caótica avenida no último sábado, quando me deparei com um enorme frontlight estampado com uma mulher linda, vulgar e seminua. De cara pensei ser alguma das típicas propagandas da região, convidando o público para conhecer belas e receptíveis garotas.

Ledo engano.

Quando, em meio àquela profusão de cores brilhantes, consegui encontrar o texto, entrei em choque.

Sempre defendi aqui no blog a presença de gostosas em propagandas. Comerciais de cerveja, protetor solar e até de imóveis ficam muito mais atraentes quando utilizam mulheres bonitas seminuas, mas elas precisam ter uma ligação mínima com a idéia e/ou o produto.

Como esqueci de fotografar a pérola, recriei no paint a “idéia” geral do que vi. Nome e telefone são fictícios. A mulher, apesar de provavelmente ser verdadeira, tem muito mais classe que a da peça original.

ps: Fiquei sem graça de recriar algo tão ruim, então peguei leve nas cores. O original é muito mais extravagante.

ps2: A seta com a distância realmente existe na peça original, e aponta para um beco escuro.

ps3: Trabalho feito no paint em menos de 1 minuto. O original, muito inferior a esse, certamente levou mais de 20 minutos para ser “criado” no Illustrator.

Bookmark e Compartilhe