Posts Tagged ‘Roberto Justus’

Cassaram o mandato dos jornalistas

segunda-feira, junho 22nd, 2009

Que título horrível. Ou melhor, que péssima manchete. E cadê o “lide” do post? Vamos nos atentar às retrancas (crtl F + retranca).

Jornalismo é algo tão simples que em dois parágrafos a wikipedia explica os três únicos termos que eles tanto se gabam de saber o significado (se você não entendeu, estou falando das três palavras linkadas acima).

O fim da exigência de diploma para o exercício  do trabalho de jornalista, mesmo que o STF seja pressionado e volte atrás, é algo completamente justo, e demorou para acontecer. Demorou pela união da classe e pelos métodos escusos com que se defendem. Armados com suas fontes secretas e com o poder de ataque da mídia, constroem alianças nebulosas e ameaçam aqueles que podem derrubá-los.

OK…exagerei um pouco no tom. Não são hienas ou abutres famintos, são profissionais, que como quaisquer outros, querem respeito, dignidade e liberdade de expressão. O problema está na qualidade de grande parte dos profissionais, “graduados” em faculdades que mais parecem shoppings centers, que não ensinam o estudante a pensar, e pior ainda, aceitam alunos que mal sabem escrever - sim, todo mundo, de qualquer área, deve ser muito bem alfabetizado para poder entrar em uma universidade, principalmente de comunicação. O lugar de ser alfabetizado é a pré-escola, não a universidade.

A necessidade do diploma deveria existir somente para cursos como engenheria e medicina, que lidam com vidas. E Direito? Só a figura do advogado já é completamente descecessária. As leis são feitas para o conhecimento de todos, e ter alguém especializado nisso, em defender e atacar se aproveitando de brechas, prova que a sociedade deve ser toda revista.

Voltando ao assunto, quando entrei na faculdade de comunicação, para cursar Publicidade e Propaganda, sabia muito bem que a profissão não exigia diploma. Eu não estava ali em busca de um pedaço de papel (que aliás, ironicamente precisei pagar R$ 80 para retirar, isso em uma universidade pública), ou de exclusividade para trabalhar em algum lugar, mesmo sabendo que assim seria mais fácil. Eu estava ali em busca de conhecimento, o que, dado o grau de degradação da estrutura física e do corpo docente da faculdade, tive e ainda tenho que buscar em outros lugares.

O que faz o profissional ser aceito e respeitado no mercado não é o pedaço de papel, e sim sua competência. Que o digam os maiores publicitários do país, como Washington Olivetto (bacharel em nada), Roberto Justus (administrador) e o novato Wagner Martins (economista, mais conhecido como Mr. Manson, criador do Cocadaboa e sócio da Espalhe). Grandes dos atuais contadores de histórias reais (ou seja, jornalistas), também são formados em outras áreas, ou em nada, como Dráuzio Varella (médico), Jô Soares e outros muito melhores que não me recordo agora. E imaginem se o Faustão, que cursou medicina e se formou em direito pela USP, precisasse de diploma de Apresentador?

O que me motivou a escrever esse post foi o artigo (ou matéria?) que li no blog Rio Acima, do jornalista Marcelo Migliaccio,  que ficou muito melhor e mais respeitoso que o meu, mas ainda assim voraz em seu apoio à liberdade de expressão.

Não gosto de replicar grandes pedaços de texto, e mesmo com o original linkado acima, pelo menos o final merece ser repetido aqui:

“Até o jornalista esportivo carece de conhecimento especializado. Quantas vezes assisto a um jogo de futebol e, no dia seguinte, quando vou ler as críticas às atuações dos jogadores fico revoltado. Um cara que jogou bem taticamente leva nota baixa e um perna de pau que fez um gol de canela é alçado à condição de novo ídolo da nação. Os melhores analistas de futebol que já vi _ Tostão, João Saldanha e Casagrande _ nunca sentaram numa faculdade de jornalismo, mas se expressam (pretérito no caso do Saldanha) maravilhosamente, tanto em texto quanto diante de uma câmera. E, se tiverem que fazer uma entrevista, o farão sem problemas, porque perguntar é uma coisa natural até para uma criança de 2 anos.”

Caso a obrigatoriedade do diploma retorne, cadastre-se em uma dessas cantinas/universidades que têm em toda esquina e pegue seu diploma em menos de dois anos. Formado, você vai poder dar uma de Luciano do Valle.

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Festival Mundial de Publicidade de Gramado 2009 - II

segunda-feira, junho 8th, 2009

Chegou ao fim mais um Festival. (oficial).

Nunca ganhei tão poucos brindes. Além de jornais bobos, a única coisa que faturei foi uma fatia de marshmallow. Foi-se o tempo em que patrocinadores distribuíam revistas e brindes como bonés, chaveiros e broxes. Nem a capanguinha (sacola, porta-coisas, bolsa) do Festival em peguei, e por um simples motivo:

EU NÃO FIZ INSCRIÇÃO.

Isso mesmo. NÃO PAGUEI UM CENTAVO PARA PARTICIPAR DO EVENTO. Nas edições de 2003 e 2005, ainda estudante, ainda mais quebrado, paguei o montante exigido pela inscrição, ganhei bolsinha, bloquinho, canetinha e todos esses brindezinhos vagabundinhos, mas tive que assistir muitas palestras em pé, enquanto colegas que sabidamente não tinham se inscrito se esbaldavam nas cadeiras e festas do evento.

E é por isso que o Brasil não vai pra frente. Por essas atitudes baixas, vingativas, de brasileiro médio metido a esperto só porque corta o congestionamento pela direita, fura a fila do pão, entra no elevador antes das pessoas saírem e acha graça em entrar de penetra, o país é uma vergonha.

Ok, o problema nacional pode ser desvio de caráter, mas o do Festival de Gramado é falta organização. Nenhum malandrinho entraria sem pagar se houvessem catracas, seguranças ou qualquer outro veta-golpe. E outra:

QUEM LIGA PARA O FESTIVAL?

A Governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, imersa em escândalos e afogada em falta de popularidade, abriu com pompa o evento. Nelson Sirotsky, filho de Maurício Sirotsky Sobrinho e Proprietário do Grupo RBS, fez discurso solene. Ex-presidentes do Festival e o patrono Washington Olivetto preencheram a bancada. O dono da W/Brasil mostrou que o comercial da Valisere, do primeiro sutiã, ainda hoje serve de inspiração para campanhas de todo o mundo e vez ou outra é lembrado por personalidades nacionais. Com slides em inglês, “aproveitados de uma palestra dada em Londres”, Olivetto destacou a “inovação” das novas campanhas da W/Brasil.

Nada muito genial. Uma ação aqui, uma coisa tecnológica ali, uma guerrilha acolá, e vejo a maior agência da história no mesmo patamar de qualquer boutique de criação em Roraima. Claro que com mais dinheiro, clientes mais receptivos e um proprietário famoso, mas a mesma essência, com a tal “inovação” que já está sendo feita por todo mundo.

Interessante mesmo nesse dia foi saber que o William Bonner é publicitário, e pasmem, trabalhou como redator. O apresentador apareceu em um telão, em plena bancada do Jornal Nacional, para remotamente receber um prêmio desconhecido. Já Marcelo Serpa, que estava cotado para fazer a palestra de encerramento, também deu as caras só pelo telão, justificando a ausência por estar de férias. Nem precisava se explicar, quem segue o twitter dele sabe muito bem que ele estava na Índia. Aliás, Marcelo, se eu fosse você, desligaria o MacAir e iria descansar de verdade.

Além de palpitar em O Aprendiz (com sugestões que o Justus nunca segue) e trabalhar no Grupo Newcomm, Walter Longo serve para dar ótimas palestras. Sem dúvidas o mais comentado e admirado do evento, ele foi aplaudido de pé. Provando ser muito mais que um jurado dos tempos modernos, que um Pedro de Lara ou uma Sônia Lima com cargo de executivo, ele criticou, exemplificou e fez uma apresentação verdadeiramente interessante e inovadora.

Profissionais estrangeiros e de agências da moda também discursaram para a massa majoritariamente estudantial: muitos de AllStar, Adidas, óculos aro grosso, enfeitados de clichês visuais do mundo publicitário, mas em grande parte, realmente interessados em aprender, inovar e vender a própria dignidade a preço de banana.

E o pior: O destino de todos eles é cair nas doces páginas do Vamos Falar Mal.

Logo mais, ou semana que vem, um post com fotos e vídeos do evento.

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Haja animação

quarta-feira, abril 15th, 2009

Update or die?

Tô vivo.

Vale a pena conferir os posts de quem leva a sério esse negócio de atualizar blog.

Da Bullet.

Da Y&R.

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Quer copiar quanto!?

terça-feira, fevereiro 10th, 2009

O pobre do Fabiano Augusto*, que nunca teve culpa de nada (muito menos da própria voz), dessa vez é ainda mais inocente. Ele só está aqui para ilustrar. Inclusive sinto saudade dos horríveis, porém originais comerciais antigos das Casas Bahia*.

A loja, que tem a Bahia só no nome, abandonou, pelo menos temporariamete, sua comunicação vívida, amarela e vermelha, cheia de gritos, confetes e serpentinas, e partiu para pancadão a la Ricardo Eletro, com fundo preto, bigornas caindo e tudo.

Não encontrei no youtube e muito menos vou gravar e “upar” tal comercial das Casas Bahia, mas assistindo o da concorrência, logo abaixo, de tabela você assiste os dois, tamanha a “coincidência”.

Será que essas coisas caindo realmente fazem a rede vender mais? Não seria melhor pensar uma coisa nova, ao invés buscar “inspiração” no rival? Seria idéia do administrador Roberto Justus? Nunca vou entender isso de imitação, principalmente porque o original é sempre melhor. E mesmo se não for, pelo menos é original.

Quem faz mais barato eu não sei, mas quem copia está mais do que provado.

*O Fabiano atualmente protagoniza, juntamente com móveis e eletrodomésticos, a campanha das lojas Maranata, de Brasília, se não me engano.

*A rede do mascote com cara de cangaceiro de butique finalmente criou sua loja virtual. Para o e-comerce mantiveram a linha tradicional, com amarelo, azul e confetes vibrantes. Os preços altos devem ter copiado do Submarino.  Já a loja do senhor Ricardo continua com seu velho site, que vende as coisas com preços competitivos, mas com um visual mais antigo que de uma TV de tubo da Sharp (ou Philco, ou Semp Toshiba, ou Sanyo, ou Phillips, ou Gradiente, ou Sony, ou Panasonic, ou CCE e assim por diante…)

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