Posts Tagged ‘usabilidade’

Botox nos sites

quarta-feira, outubro 15th, 2008

Reparou que um portal que você provavelmente entra muito, está, como diz o jargão, “de cara nova”?

Se trata do UOL. Se eles não tivessem avisado, eu nunca iria perceber. Será mesmo que alguém se importa ou repara que o menu lateral , antes em uma caixa azul, agora está mais clean e em tons de cinza?

Outro grande site que colocou um ‘botox virtual’ (expressão que agora vou utilizar para me referir a mudanças não tão drásticas em sites) foi o Submarino. Foram menos apegados que o UOL e arrancaram o ótimo menu superior. O sistema de abertura de imagens ficou pesado e mais complicado que o antigo. Ótimo motivos pra comprar em outros sites, como Magazine Luíza e Shoptime.

Veja uma análise mais profunda e afável que a minha.

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Ônibus azul, velho e decadente

quarta-feira, agosto 20th, 2008

Falei mal do Brainstorm#9 e acabei voltando atrás logo depois que o autor disparou uma audaz crítica contra uma grande anunciante. Mas desta vez é impossível a redenção da vítima: o Bluebus.

Como pode um site que há anos é referência em comunicação, que sempre se antecipa a todos os outros meios, manter no ar uma página tão feia, mal organizada e tosca?

Eles fazem artigos sobre cinema, comportamento, marketing, usabilidade, interação, promoção, e pasmem, comentam até sobre internet. Portais, hotsites, promoções e campanhas on-line de todo o planeta são apresentadas ao mundo pelo Bluebus. Se tornaram referência, mas não adequam o próprio site ao mundo moderno, à famosa web 2.0.

Admiro quem não se entrega ao fenômeno FLASH e preza pelo conteúdo, mas mesmo sem animações inconvenientes, o Bluebus não é nada funcional. Apesar de estar sempre na boca do mundinho da propaganda, nunca tive paciência de ler aquilo, que realmente deve publicar coisas interessantes. É tudo tão azul e repleto de links confusos que embaralha a visão.

Há muito eles fugiram da própria descrição inicial, que talvez lá em meados da década de 90 justificasse o formato:

“Blue Bus, fundado em 1995, nao tem outra pretensao intelectual ou pratica do que, como um ônibus, ‘levar as pessoas aos lugares’, através de notas curtas e links, como um ‘guia’ diario instalado basicamente sobre o assunto ‘midia’, mas tambem colecionando informaçoes.”.

Contra a corrente e a favor de uma boa organização, eu fujo desse ônibus azul empoeirado. Talvez a única solução seja mandar pro lata velha, do Caldeirão Assistencialista do Huck.

Finjam que a combi é um ônibus e que a ferrugem é poeira. Se bem que "enferrujado" também serve pro Bluebus.

Ok, isso é uma combi enferrujada. Mas ilustra muito bem!

PS: Acabei de ver que não fui o primeiro blogueiro semi-sério do país a criticar o Bluebus. O br#9 ironizou o conteúdo do ônibus, que ainda foi chamado de puta barata mercenário por um outro sujeito.

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Jacarezinho, avião, tirem esse site daí.

quinta-feira, julho 31st, 2008

Parabéns à W/Brasil, que depois de 27 anos mantendo no ar aquele ridículo pop-up com midis de músicas do Jorge Benjor, finalmente fez um site novo.

Tá certo que o Doutor Washington continua fazendo as poses de sempre, com a mão no queixo e a cara de pensador, e que o site é tão preto quanto as roupas do guru, mas como diria Caetano Veloso, caso fosse arquiteto de informação, a navegação ficou linda.

Eles não exageram no flash, como virou moda - inclusive prefiro esse da W/ Brasil do que sites aclamados, como o da Leo Burnett - e conseguiram mesclar toda a lenda que envolve a agência e seu fundador com novas idéias e soluções.

Para encerrar, mais congratulações ao Olivetto, agora por ele ter sido novamente eleito O Publicitário Mais Confiável, e principalmente, por ter posado para a foto acima. Como se não bastasse tirar uma mão do queixo, colocou as duas em um sutiã e fez aquela peculiar cara boba de gênio compreendido.

Ps: se aquele comercial do sutiã fosse feito nos dias de hoje, certamente seria vetado pelo CONAR.

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Apocalipse

sexta-feira, junho 27th, 2008

A internet é o grande vilão da humanidade.

Antes dela tudo era mais bonito, mais saudável e mais humano. Todos estamos cansados de receber aquelas apresentações em Power Point que narram a felicidade pré-internet, e mesmo enfurecidos com os malditos e-mails saudosistas enchendo a caixa-postal, impossível não entrar na onda e relembrar as décadas passadas. Décadas de felicidade, pois nelas todo mundo dormia mais cedo, acordava mais cedo (essa parte é ruim), conversava mais e passeava mais com o cachorro. Quem já era jovem ou adulto nos anos 70 ou 80 é espantado com a quantidade mínima de sexo que as pessoas fazem hoje em dia. E o único culpado dessa decadência da qualidade de vida da humanidade, é a maldita rede mundial de computadores.

Mas qual a razão desse “desabafo” aqui nesse meigo blog, que falando bem ou mal, fala sempre de propaganda!? Por quê??

Simplesmente porque a praga da virtualidade está matando a propaganda. Não adianta falar que é evolução, revolução ou inovação.  Ninguém nunca gostou de propaganda, mas ao mesmo tempo em que era fácil fugir dela, você acabava vendo alguma coisa, e até rindo ou se emocionando com as melhores. Quando você lia uma revista (você ainda lê revistas?), na maioria das vezes era sem pressa, relaxado, e simplesmente virar a página de um anúncio não era difícil. Mudar de canal na televisão na hora do intervaldo também era fácil (tá, às vezes ainda vemos TV). Não olhar para um outdoor era fácil, e em um engarrafamento eles até audavam a passar o tempo. Você se lembrava das melhores por um bom tempo, cantava os jingles, usava os bordões, comprava os produtos. Beleza, você ainda compra os produtos, mas o que tenta te motivar está tão cinza quanto um wireframe.

Em palavras mais breves, a internet acabou com a emoção do mundo, liquidou a boa propaganda. Aqueles banners dhtml, uns que abrem por cima da página que você quer visitar, são a maior prova disso. Imagine uma página que brota em cima da sua revista e que te obriga a esperar 10 segundos para poder ler a matéria!? Há uns meses eu estava pensando em cancelar meu celular TIM e pegar um Claro, coisa que não fiz culpa de um banner desses. Durante mais de um mês na home do site, que é até bonitinho (quem liga pra isso?), surgia um banner desse, sem botão de fechar, e que levava 20 segundos para desaparecer. Resultado: continuei na tim, com seu site desorganizado, mas sem banners ridículos saltando na tela.

Recebi (pela terceira vez) uma propaganda antiga, que retrata bem esse momento terrível que estamos vivendo. É da era da televisão e com boa dose de sentimento, e embora seja um bom filme, não é uma boa propaganda. Eu por exemplo senti vontade de queimar todas as Tv’s do mundo:

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=2VBF6knaGaw]

O que esse pobre cachorro sofreu com a TV não é nada perto do que a internet faz com nossas vidas e com a propaganda. Estão passando o carro por cima dos bois, o design por cima da idéia, a estética por cima do produto. Realmente fica bonito uma arte abstrata tomando conta de uma página inteira, com o título (quando tem) e o nome do produto em fonte Arial corpo 5. Assim como são lindos os sites e hotsites feitos totalmente em flash. Mas o propósito da publicidade não é criar obras de arte, e sim encher supermercados de gente, petshops de cachorro e fazer o dinheiro do mundo girar. E quanto mais larga fica a banda, mais ridícula fica a inernet. Cada vez menos podemos dar “ctrl C” no conteúdo de algum site, ou “ctrl F” para encontrar fácil aquilo que procuramos. Esse último atalho mencionado é incrível, é a evolução da leitura dinâmica.

E o google? E o gmail? São as invenções mais geniais do mundo contemporâneo! Antigamente as pessoas compravam jornal para ler críticas de cinema, resportagens, bisbilhotar a vida dos outros nas colunas sociais. Hoje em dia é só jogar no google. Tem tudo que você precisa. Você não precisa ligar para o seu amigo para saber o nome daquela atriz, que estava naquele filme que saiu de cartaz aquele mês que você não lembra qual. Você simplesmente pergunta ao oráááááááááculo, que tem sempre um link para um artigo wiki-duvidoso.

Impossível negar que com a web o mundo acelerou. Tudo é feito mais rápido, com mais precisão, mais detalhes. Ela faz o planeta girar tanto, que ninguém tem tempo nem para vomitar.

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